O Duelo


Esta é uma história verdadeira. Aconteceu há muito tempo, em um local muito distante… Certo, não faz tanto tempo assim. E nem era um lugar tão distante como eu deixei a entender. Mas é mesmo uma história que aconteceu de verdade. E o mais interessante desta história não tão interessante, é que ela aconteceu comigo. Mas chega de enrolar e vamos aos fatos.

Aquela era a época em que eu morava em um sítio no interior de São Paulo. Me lembro muito bem dos raios e trovões que populavam aquela tempestuosa chuva (Pra falar a verdade, eu não me lembro direito do clima daquela noite. Mas como nenhum de vocês estava lá pra provar o contrário, posso inventar o clima que quiser e vai estar tudo certo. Esta é a mágica de escrever sobre algo que ninguém mais vivenciou. E acho que estes parênteses ficaram muito grandes).

Eu acordei. E pra variar estava de bexiga cheia. Um fato sobre mim: Raramente acordo pra ir pro banheiro de noite. Mas naquela noite eu queria mijar. Justo naquela noite, maldito seja o destino. E qual o curso natural para alguém que quer fazer mijar? Twittar sobre isso, claro. Mentira, eu não tinha twitter ainda, então fui pro banheiro mesmo. Eu estava distraído, e muito sonolento. Foi quando de repente… Algo se mexeu no box do chuveiro, logo ao lado da privada onde eu estava de pé me aliviando.

Susto. Pânico. Medo. Era uma cobra gigantesca, de dois metros de comprimento! Uma sucuri gigantesca, destilando veneno pelos poros e pronta pra me atacar e me transformar em um japonês morto (Criticamente falando, o bicho estava mais para uma minhoca, não devia ter mais que 30 centimentros. Mas novamente voltamos a mágica do flashback tendencioso).

Eu parei de mijar o mais rápido que consegui e sai correndo do banheiro e subi em uma cadeira. Não me orgulho de ter tido essa reação. Mas eu ainda era um adolescente sem coragem pra enfrentar uma cobra somente com as próprias mãos. Fiquei um tempo meio traumatizado sem saber o que fazer. Só que um dilema começou a surgir. Eu até queria, mas não podia ficar pra sempre em cima daquela cadeira. Tinha que tomar alguma atitude. E o alguma coisa nesse caso foi pegar um rodo e me dirigir de volta ao banheiro. Puxei minhas mangas, me armei de coragem e fui para aquela que poderia ser minha ultima batalha.

De um lado, o japonês e seu rodo. Do outro, o projeto de mangueira erguido e pronto para me atacar. Sei que vocês devem estar morrendo por causa do suspense, mas eu não vou contar o resto desta história. A censura iria proibir que eu publicasse este texto, então deixo o final a cargo da imaginação de todos. Mas lembrem-se do que dizem: São os vencedores que escrevem a história. E como acredito que nenhum de vocês tenham lido uma cobra escrevendo em seu blog que matou um japonês armado com um rodo, creio que vocês possam concluir por si mesmos quem saiu vitorioso desse embate…

M.K.

4 comentários
  1. Vc nunca imaginou que aquela podia ser apenas um filhote, e que a mãe dela voltaria ali enquanto vc estivesse tomando banho, para te matar? o.o

  2. alvarofreitas disse:

    Olha Mário, não queria citar Freud mas ‘briga com uma cobra no meio da noite’ pode entrar na categoria ‘sonhos homoeróticos’ sabia? kkk

    • M.K. disse:

      Hahahaha, felizmente não era um sonho não…

  3. HAHAHAHAHAHA
    Sensacional!!!
    Dia desses um rato entrou em casa e passou bem na minha frente na sala. Deu um salto sobre o sofá digno de “ninja-jedi-parkour” =/

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