Cicatrizes Antigas


Fato desinteressante sobre mim que provavelmente vocês não conhecem (Afinal, não costumo sair por aí sem camisa): Eu tenho uma cicatriz de uns 10~15 centímetros nas minhas costas (Falar de coisas de 10~15 centímetros nas minhas costas fora de contexto pode ser muito comprometedor). Essa cicatriz me acompanha há muito tempo, desde que eu era um pivete de um metro de altura sem muita noção no qual uma cicatriz desse tamanho ainda era algo impressionante por ser equivalente a um décimo da minha altura total. Hoje em dia ela ainda aparece bem, mas não é nada que faça parecer que eu esteja na porta da morte ou algo do tipo.

Se pouquíssimos sabem da existência dessa cicatriz, menos ainda conhecem a história por trás da aquisição dela. É sobre isso que falarei no post de hoje. Uma história de aventura, emoção, sangue e risos. Ok, estou exagerando um pouco, talvez seja o calor das lembranças. Ou quem sabe eu não esteja? Deixo a seu cargo descobrir, leitor corajoso e que decidiu acompanhar minhas aventuras neste blog.

Bom, como alguns de vocês já devem saber, faço parte de um antigo clã de ninjas desde que eu era um moleque sem muitos pelos no corpo (Não que eu tenha tantos hoje em dia, mas isso não é relevante pra história). Pode até parecer absurdo, mas vocês nunca viram esses animes onde ninjas de 10 anos de idade vestidos feito um farolete laranja realizam missões de vida ou morte enquanto os adultos estão lá pra ser bucha de canhão? Então, era mais ou menos assim que funcionava comigo. Sem a parte de missões de vida ou morte. E sem a parte de estar vestido como um farolete laranja. E sem adultos servindo de bucha de canhão, eles realmente sabiam o que estavam fazendo.

Era minha primeira missão sozinho. Envolvia recuperar um disquete (Daqueles que hoje em dia você só vê em museus, do lado dos esqueletos dos dinossauros e fósseis de Pokémon) com informações sigilosas sobre alguma coisa que eu não faço idéia do que era, mas parecia envolver um acidente de avião e os números 4, 8, 15 e outros que não lembro mais. Eu estava bem nervoso, só que bem no fundo sabia que nada podia dar errado. Certo, aquele foi um engano honesto: Eu ainda era uma criança, e a maioria das crianças são idiotas (Menos aquelas escolhidas pra se aventurar no digimundo).

A missão estava correndo muito bem, obrigado. Eu havia conseguido me infiltrar no prédio certo de primeira, burlar toda a segurança e aberto aquele cofre maldito. Estava em posse do maldito disquete. Mas foi nessa segurança toda que eu errei. Fiz check in no foursquare (O que? Você está dizendo que não existia check in no foursquare naquela época? Já te chamaram de chato porque você é muito detalhista?) e me esqueci que os ninjas do clã rival tinham me adicionado lá. Em poucos segundos o lugar estava cheio de gente que queria me matar. Era uma desvantagem de pelo menos um para dez.

Lição valiosa que aprendi naquele dia: Não faça check in em todos os lugares para onde você vai. Não é necessário. Pior de tudo é que nem mayor daquela venue eu virei.

Houve uma breve luta. Eu resisti por cinco minutos sem nenhum problema, mas a luzinha no meu peito começou a piscar. Não ia rolar ficar enrolando muito tempo lá. Então eu decidi usar uma das técnicas proibidas do clã: O famoso Block, criada na antiguidade pelo ninja aposentado “Carro-Do-Zum”. Aquela técnica consistia em se tornar praticamente invisível para os ninjas atingidos, eles não saberiam mais o que eu estava fazendo e eu poderia ir embora sem problemas. Só que eu nunca tinha feito aquilo antes e era uma aposta muito arriscada.

Se aquele dia tivesse sido uma partida de RPG, pode ter certeza que seria uma partida na qual eu rolei todos os dados certos e tive uma ajuda do mestre depois de prometer minha coleção de Scott Pilgrim pra ele ou coisa do gênero. Bloqueei todo mundo sem cometer um único erro e voltei pra casa são e salvo, sem nenhuma cicatriz. Missão dada foi missão cumprida.

Tenho a impressão que estou esquecendo de alguma coisa… Ah, a cicatriz!

Bom, depois de voltar pra casa naquele dia eu acabei ficando trancado pra fora de casa pelos meus pais por algum motivo que eu desconheço. Criança entediada como era, subi numa escada que tinha do lado de fora de casa. A escada caiu em cima de mim, eu desmaiei e acordei no hospital com um baita corte nas costas que até hoje não faço a mínima idéia de como apareceu lá.

Simples assim.

M.K.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: