Fácil? Dificil? Ahn?


Acho que eu comecei a ter consciência real de que eu existia quando tinha uns sete anos de idade… Antes disso, era apenas uma criança irresponsável sem medo do que podia acontecer comigo. Ou não, sei lá. Não me lembro realmente de nada antes dessa idade (E pra ser bem sincero, eu não me lembro direito do que comi no almoço de hoje). Mas foi com sete anos que eu tive pela primeira vez um pensamento que se repetiu muitas vezes em minha vida:

“Caramba. Antes tudo era mais fácil.”

Antes dos sete anos tudo era festa. Brincadeiras, descobertas… O mundo era um lugar desconhecido, e eu era um explorador sem responsabilidades. No entanto, passada essa era, fui para a escola. Não que eu tenha achado ruim, longe disso. Mas aumentaram as espectativas. As pessoas passaram a esperar algo de mim. E tudo mudou.

Certo, estou dramatizando muito. Até porque eu descobri mais tarde que as dificuldades estavam apenas começando. Na quarta série eu já tinha me acostumado com aquela vida e achei que não haveriam mais surpresas. Quando quando veio a quinta série, outro baque. Sair do primário e ir para o ginásio foi uma experiência singular. Novas matérias, novos professores, novos rumos… E mais uma vez o pensamento de que eu tinha deixado para trás uma vida bem mais fácil.

O ciclo vicioso não parou por aí. Anos mais tarde o colégio trouxe, além de hormônios descontrolados, uma grande barreira que se tornava mais real a cada dia que passava. O vestibular. Foram três anos de colégio. Três anos divertidos mas que gradativamente se tornavam uma tortura na qual os professores adoravam nos lembrar da existência do cursinho para aqueles que não conseguissem superar esse obstáculo. Não pela ultima vez, tive saudade de tempos mais fáceis.

Por incrível que pareça, não tive muitas dificuldades com o vestibular. Passei de primeira, e achei que finalmente tudo seria festa. Mera ilusão. A cada ano que passava, surgiam mais trabalhos. Mais coisa pra fazer. Até que chegou o derradeiro TCC (Causador de crises nervosas em onze de cada dez universitários). E eu me lembrei dos tempos de colégio, e pensei que já tinha sido feliz.

Tive sorte e consegui terminar a faculdade. Daí veio a vida adulta, na qual estou até agora. E mais uma vez eu estou prestes a dizer algo sobre tempos passados e felizes.

Afinal, o que há de errado comigo? Acho que eu preciso parar de pensar assim. Começar a superar essas fases de transição e já estar preparado, adotando a simples mentalidade de que “No futuro, tudo será mais dificil”. Ou não.

M.K.

1 comentário
  1. Miyuki disse:

    ai, nem me fale! >_<
    td vez q eu vejo algo novo eu me decepciono.
    eu realmente sinto falta de qdo o mundo era novo pra mim e apesar de às vezes esperar algo bom, sempre vem shitstorm -_-

    agora estou assim: no hope, no fear – como diz uma das minhas musicas preferidas.

    sempre espero pelo pior, embora não keira acreditar nisso.

    .______.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: