Review – Machinarium


Machinarium é um jogo independente do gênero Adventure, criado pelo estúdio Amanita, no ano de 2009 (Já muito distante), e acredito que foi inteiramente construido em flash.

Logo de cara, dá pra ver todo o capricho que foi dedicado ao jogo. Cada cenário é extremamente lindo e bem desenhado. O nível de detalhes também surpreende, passando muito bem todo o clima de uma cidade de inteiramente populada por robôs. A trilha sonora não acrescenta nada em especial, mas mesmo assim se encaixa bem no contexto geral da obra.

A história não é exatamente de grande complexidade. Você começa no controle de um simpático robô que por algum motivo acaba parando no ferro velho da cidade. Como jogador, você fica um pouco perdido, mas com o decorrer do jogo você vai descobrindo que precisa frustrar os planos de uma gangue de arruaceiros que planeja causar uma explosão em um prédio, além de salvar a namoradinha do robô. Certo, não é nenhum shakespeare em nivel de complexidade. Mas se a história não impressiona, o modo como ela é contada merece destaque: Não existem diálogos. Vamos descobrindo o que aconteceu simplesmente através de recursos visuais, como balões com animações que mostram fatos passados.

A jogabilidade de Machinarium é a mesma dos clássicos jogos Point and Clicks. O jogador pode clicar em objetos que estejam ao alcance do robo para interagir com eles. Há um inventario de itens que aumenta as possibilidades de interação. E há um recurso interessante: É possível esticar ou reduzir o tamanho do protagonista, dentro de um certo limite, mudando o alcance do robo, e dando margem para alguns puzzles diferentes.

E falando nos puzzles, alguns deles podem ser bem complicados. Não existe nada que seja absurdamente impossível, mas cada puzzle exige uma certa quantidade de raciocinio e até poder de observação, para encontrar objetos essenciais que estejam escondidos nos cenários e que possam ser necessários para resolver certos problemas.

Mas mesmo que o jogador fique completamente perdido, o jogo oferece dois recursos pra facilitar: O primeiro, representado pelo ícone de uma lâmpada, dá uma idéia geral do que deve ser feito naquela tela. O segundo recurso é uma espécie de minigame curto de nave, que ao ser completado dá a resolução completa e detalhada da sequencia de passos necessárias para resolver o problema atual. Se utilizados, os dois recursos fazem com que seja bem dificil que alguém fique travado em alguma parte do jogo (Apesar de que o segundo faz com que perca toda a graça, já que elimina o fator desafio).

Sim, Machinarium é um jogo relativamente curto. Acredito (Não contei precisamente, então não posso dizer com certeza) que não sejam necessárias mais do que 6 horas para finalizar tudo o que o jogo tem a oferecer, incluindo eventuais minigames. Mas não se engane, mesmo assim ele continua sendo uma ótima experiencia visual de entretenimento e diversão. Jogos como Machinarium podem ser considerados além de games, uma forma de arte. Resultando, no saldo geral, em uma verdadeira obra prima.

M.K.

P.S. Devo agradecer a @debee, que me apresentou este belo jogo.

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