Turma da Monica Jovem – #1


No dia em que escrevi o post falando sobre a Turma da Monica jovem, tive a oportunidade de encontrar o número 1 da revista nas bancas. Mas tive um pouco de receio de escrever este post, afinal muitas pessoas mais qualificadas que eu já fizeram ótimas analises sobre esse primeiro volume. Mas como promessa é divida, vamos lá.

Hora de abrir a caixa de Pandora…

Primeiro, vamos dar uma olhada na arte. Ficou interessante, mas muito forçada. O estilo mangá acaba sendo imposto e fica parecendo que o artista está meio perdido, desenhando algo com o qual não tem familiaridade. Dessa forma, fica sem saber onde aplicar caras exageradas,  brilho nos olhos, entre outros adereços tipicos dos quadrinhos japoneses. O resultado final acaba sendo uma versão do traço utilizado na turma da Tina. No fim, não ia fazer muita diferença se mantivessem o mesmo traço que sempre usaram na turma da Mônica de sempre.

Os personagens não ficaram tão ruins quanto a maioria das pessoas acreditavam que iriam ficar. Aquelas características físicas dos personagens não sumiram completamente, mas foram amenizadas, e até coloco razão nessa escolha. As pessoas crescem e acabam mudando, de um jeito ou de outro. Mas no fundo, elas ainda mantém alguns traços de personalidade para a vida inteira, e é isso que acaba ocorrendo com a turma. Fora os quatro personagens principais, também aparece nesse primeiro volume o Franjinha, que não virou emo, como muitos estavam prevendo, e está trabalhando em um museu de história do limoeiro. Além dele, temos uma pequena participação especial da Marina. Agora, segurem-se nas cadeiras! O anjinho e o capitão feio aparecem novamente. E agora, eles são conhecidos como Céu-Boy e Poeira Negra, respectivamente. Sim, algum dos roteiristas andou bebendo muito.

E é aí que chegamos finalmente no roteiro. Deixei o pior para o final, podem ter certeza, pois este foi o maior erro dessa empreitada. Vamos ser sinceros, todos eram contra, mas no fundo, esperavam pela oportunidade de ver os conflitos e relações enfrentadas pela turma na adolescência. E pelo que foi esse primeiro volume, esqueçam essa oportunidade. O primeiro arco de histórias da nova turma da Mônica será viajar entre dimensões para recuperar artefatos mágicos que permitirão que eles prendam uma bruxa que aterrorizou o Japão antigo. Sendo que essa bruxa já havia sido combatida anteriormente pelos pais da turma, que haviam sido samurais no Japão feudal.

Pois é, eu também xinguei. Se por um lado, transformar as histórias em uma aventura sequencial parece ser uma boa idéia, por outro eles ainda parecem estar considerando que seu publico alvo é o mesmo. O que no fundo não faz sentido. Se eles querem que um publico mais velho leia o gibi, para poderem tratar de temas mais adultos, porque precisam vir com essa viagem infantil para cima de mim?

Bem, no fim querem saber qual foi minha impressão? Acabo sendo neutro. Não gostei muito, mas também não cheguei a odiar (Por pouco). O Mauricio escreve em um tipo de editorial que eles ainda estão se posicionando, tentando encontrar o balanço certo nas histórias. Então é nesse ponto que está minha esperança. Talvez até compre a segunda edição. Mas não será algo pelo qual estarei esperando todos os dias na banca. Simples assim.

M.K.

8 comentários
  1. Klein disse:

    iae velho. gostei do estilo do teu blog.
    faço-lhe um convite a visitar o meu reclusaosocial.blogspot.com, se não estiver muito ocupado.

    e vai se fuder com a piadinha do bastão ali, TCHE!
    auHEuAHEuAHe
    vlw camarada

  2. Biga disse:

    Pois é, no mínimo deviam retratar os problemas e fatos e acontecimentos e tudo que se passa na adolescencia e na pré adolescencia e tudo mais. ¬¬
    Nada ver esse negócio de Japão feudal e tal… Cruiz credo.

  3. Léo disse:

    Se queriam mesmo um público mais velho, erraram feio. :P

  4. Bruh disse:

    Vejo uma galera grande falando muito bem, outra falando mal. Li vários posts e opiniões detalhada, uma até página a página, mas ainda não consegui achar a revista pra ler. Então ficou faltando.

    Pela arte que tenho visto, scanneada e promocional, o desenho me parece bom. Perdido ainda, mas espero que consiga suprir a necessidade dos desenhistas de fazer expressões mangarizadas na TDM original. Gostei do desenho, anyway.

    Quanto ao Céu-boy, não vi nenhuma opinião favorável ainda. Deve ter ficado um tanto bizarro! hehehe

    Quando rolou a divulgação, não imaginei que fosse ser sequencial de verdade. Mas já que é, concordo que o roteiro não parece bom. Se eles estão sem saber como roterizar para o jovem, o lance é sugerir que estudem material e público, de praxe. A idéia de manter as duas paralelas me agradou, é uma ótima jogada de marketing. Mas precisa funcionar.

    Mas é complicado mesmo. Iriam fazer o que? Colocar todo mundo com super poderes? Criar um jutsu para cada um? Na próxima revista a Mônica acordaria e descobriria que foi tudo pesadelo, com sorte nossa. Reaproveitar personagens é deveras delicado.

    Gostei do blog, recomendado pelo Léo. ;D
    Beijocas

  5. mariane disse:

    eu comprei isso só pra guardar mesmo pra posterioridade, é tão ruim que eu nao consegui ler

  6. bia disse:

    E os antigos como que ficam?
    e as caractéristicas des como são?

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