Lembrança

Antes de tudo: Eu devo pedir desculpa a dois grupos de pessoas: Aqueles que visitam este blog por causa dos meus desenhos e ao time de pólo aquático da universidade que eu frequentei. Ao primeiro grupo porque este é um post que está sendo feito direto no meu celular, então não teremos nenhuma obra de arte nova disponível.

O segundo grupo sabe exatamente porque eu devo desculpas a eles.

Enfim. Estou aqui de volta a casa dos meus pais. Deixei de morar aqui há mais de 6 anos (Óbviamente voltei aqui algumas vezes antes, não sou um filho tão desnaturado. Mas nunca tinha parado pra refletir como estou fazendo hoje).

Definitivamente, eu sai desta cidade sem saber o que eu iria me tornar em seis anos. Eu olho para fotos, textos antigos salvos no computador, para os objetos que deixei pra trás…

Percebo que por mais que eu ache que estou igual a antes, eu mudei. O mundo me mudou. Mas algo permanece exatamente igual. Eu ainda não faço a minima idéia o que eu vou me tornar em seis anos.

M.K.

Cicatrizes Antigas

Fato desinteressante sobre mim que provavelmente vocês não conhecem (Afinal, não costumo sair por aí sem camisa): Eu tenho uma cicatriz de uns 10~15 centímetros nas minhas costas (Falar de coisas de 10~15 centímetros nas minhas costas fora de contexto pode ser muito comprometedor). Essa cicatriz me acompanha há muito tempo, desde que eu era um pivete de um metro de altura sem muita noção no qual uma cicatriz desse tamanho ainda era algo impressionante por ser equivalente a um décimo da minha altura total. Hoje em dia ela ainda aparece bem, mas não é nada que faça parecer que eu esteja na porta da morte ou algo do tipo.

Se pouquíssimos sabem da existência dessa cicatriz, menos ainda conhecem a história por trás da aquisição dela. É sobre isso que falarei no post de hoje. Uma história de aventura, emoção, sangue e risos. Ok, estou exagerando um pouco, talvez seja o calor das lembranças. Ou quem sabe eu não esteja? Deixo a seu cargo descobrir, leitor corajoso e que decidiu acompanhar minhas aventuras neste blog.

Bom, como alguns de vocês já devem saber, faço parte de um antigo clã de ninjas desde que eu era um moleque sem muitos pelos no corpo (Não que eu tenha tantos hoje em dia, mas isso não é relevante pra história). Pode até parecer absurdo, mas vocês nunca viram esses animes onde ninjas de 10 anos de idade vestidos feito um farolete laranja realizam missões de vida ou morte enquanto os adultos estão lá pra ser bucha de canhão? Então, era mais ou menos assim que funcionava comigo. Sem a parte de missões de vida ou morte. E sem a parte de estar vestido como um farolete laranja. E sem adultos servindo de bucha de canhão, eles realmente sabiam o que estavam fazendo.

Era minha primeira missão sozinho. Envolvia recuperar um disquete (Daqueles que hoje em dia você só vê em museus, do lado dos esqueletos dos dinossauros e fósseis de Pokémon) com informações sigilosas sobre alguma coisa que eu não faço idéia do que era, mas parecia envolver um acidente de avião e os números 4, 8, 15 e outros que não lembro mais. Eu estava bem nervoso, só que bem no fundo sabia que nada podia dar errado. Certo, aquele foi um engano honesto: Eu ainda era uma criança, e a maioria das crianças são idiotas (Menos aquelas escolhidas pra se aventurar no digimundo).

A missão estava correndo muito bem, obrigado. Eu havia conseguido me infiltrar no prédio certo de primeira, burlar toda a segurança e aberto aquele cofre maldito. Estava em posse do maldito disquete. Mas foi nessa segurança toda que eu errei. Fiz check in no foursquare (O que? Você está dizendo que não existia check in no foursquare naquela época? Já te chamaram de chato porque você é muito detalhista?) e me esqueci que os ninjas do clã rival tinham me adicionado lá. Em poucos segundos o lugar estava cheio de gente que queria me matar. Era uma desvantagem de pelo menos um para dez.

Lição valiosa que aprendi naquele dia: Não faça check in em todos os lugares para onde você vai. Não é necessário. Pior de tudo é que nem mayor daquela venue eu virei.

Houve uma breve luta. Eu resisti por cinco minutos sem nenhum problema, mas a luzinha no meu peito começou a piscar. Não ia rolar ficar enrolando muito tempo lá. Então eu decidi usar uma das técnicas proibidas do clã: O famoso Block, criada na antiguidade pelo ninja aposentado “Carro-Do-Zum”. Aquela técnica consistia em se tornar praticamente invisível para os ninjas atingidos, eles não saberiam mais o que eu estava fazendo e eu poderia ir embora sem problemas. Só que eu nunca tinha feito aquilo antes e era uma aposta muito arriscada.

Se aquele dia tivesse sido uma partida de RPG, pode ter certeza que seria uma partida na qual eu rolei todos os dados certos e tive uma ajuda do mestre depois de prometer minha coleção de Scott Pilgrim pra ele ou coisa do gênero. Bloqueei todo mundo sem cometer um único erro e voltei pra casa são e salvo, sem nenhuma cicatriz. Missão dada foi missão cumprida.

Tenho a impressão que estou esquecendo de alguma coisa… Ah, a cicatriz!

Bom, depois de voltar pra casa naquele dia eu acabei ficando trancado pra fora de casa pelos meus pais por algum motivo que eu desconheço. Criança entediada como era, subi numa escada que tinha do lado de fora de casa. A escada caiu em cima de mim, eu desmaiei e acordei no hospital com um baita corte nas costas que até hoje não faço a mínima idéia de como apareceu lá.

Simples assim.

M.K.

500 Dias Com Ela e a Síndrome de Summer

Garoto encontra garota. Garoto fica com garota. Garoto se apaixona feito bobo pela garota. Garoto acha que o mundo gira em torno da garota.

Garota se enche e vai embora.

Garoto não entende o que aconteceu, se revolta contra o mundo, entra em depressão e blá, blá, blá.

Tom e Summer, personagens de 500 dias com ela. Ou uma história qualquer que pode ter acontecido com qualquer um.

Não sei se é impressão minha, mas todo mundo que assiste o ótimo filme 500 dias com ela fica com a impressão de que Tom é um cara bonzinho e inocente, e que a Summer é uma vaca sem coração. Poxa, está certo que a história, contada sob o ponto de vista de nosso protagonista, faz parecer que a garota seja a grande vilã, mas não é bem assim.

Tom não é o cara mais inocente do mundo. Ele é bonzinho, mas se ilude achando que sempre está tudo bem. O relacionamento tem seus momentos dificeis, mas ele escolhe ignora-los. Ele se apega, mesmo que desde o começo esteja claro que ela não está a fim de ficar séria. Já a Summer… Bem, ela se cansa da atitude de Tom, se afasta e parte pro relacionamento seguinte. Qual o mistério disso?

Portanto, garotas que se sentem como Summers… E garotos que acham que são Toms… Talvez vocês estejam fazendo as analogias erradas. A verdadeira mensagem do filme não deveria simplesmente ser “Garotas são vadias” e sim… “A vida continua”. É uma história de superação. Um fora não pode ficar sangrando pra sempre.

Afinal muitas vezes, quando o coração dói, não é preciso muito para cura-lo. Basta achar um novo amor, que a primavera vai chegar… E eu não acredito que escrevi tanta breguice em um único texto.

M.K.

Lei da Vida e do Bombom

A vida é cheia de possibilidades e fatos inegáveis.

Por exemplo, tente fazer um experimento. Pegue um grupo de cinco pessoas e uma caixa de bombons. Deixe que as pessoas peguem diversos bombons até que sobrem alguns poucos na caixa.

Repita a experiência com outro grupo de pessoas. De novo. E de novo. E mais uma vez.

(Para fins estatísticos, vamos assumir que todas pessoas são consumidoras de chocolate e não algum tipo de ser alienígena que não goste de coisas doces).

É fácil perceber um padrão. Os melhores bombons são pegos primeiros. Alguns bombons acabam encalhados pra sempre na caixa e acabam sobrando esquecidos até que alguém esteja querendo muito chocolate e aqueles bombons solitários e rejeitados se tornem a ultima opção.

As pessoas são como bombons em uma caixa.

Onde eu quero chegar com toda essa discussão? Sei lá, perdi o raciocínio. Mas pensem nisso.

M.K.

Serious Business

Ele era mais um homem como outro qualquer na multidão. Incrivelmente comum e infeliz. E para ele, aquela parecia ser uma noite de sexta-feira como outra qualquer. Mas poderia não ter sido. Pois se ele tivesse aceitado o convite de seus amigos e ido para aquela festa de fantasia idiota…

Ele teria conhecido aquela que seria a mulher de sua vida. E tudo seria diferente. Eles se casariam, teriam dois filhos e uma vida aparentemente rotineira. Passariam domingos felizes em família, iriam a igreja ocasionalmente, teriam alguns apertos e momentos difíceis… Só que tudo estaria certo. Porque no final seriam felizes.

Mas ele preferiu ficar em sua casa, sentado em frente ao computador. E no final os dois nunca se encontraram. Ele preferiu ficar em casa tentando vencer uma discussão idiota que estava acontecendo no twitter. Sim, ele até poderia estar vencendo aquela discussão cibernética. Mas ele estava perdendo na vida. E feio.

M.K.

P.S. Eu poderia também contar a história daquele que estava em casa postando em seu blog em vez de fazer algo mais produtivo… Oh wait.

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