Sociophobia

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22 Anos – Crise de meia idade?

12 Outubro, 2009 · 3 Comentários

E de uma hora para outra, eu estava com 22 anos. Quem diria?

Já estava me preparando para o pior. Estou ficando velho, hora de adquirir uma bengala, uma peruca e um vidro de viagra. Mas para minha surpresa, ainda não preciso de nada disso.

Finalmente ter 22 anos nas costas é uma sensação estranha. É difícil olhar para trás e lamentar por tudo que deixei de fazer, todos os arrependimentos que carrego e outras coisas ruins que se passaram em todos esses anos. Além da impressão de que não contribuí em nada para o mundo.

Mas por outro lado, foram 22 anos divertidos. Conheci muita gente. Vivi muitas situações. E aprendi muita coisa. Inclusive, aprendi que tudo que aprendi até hoje é uma fração do que existe para ser aprendido.

E isso basta por enquanto. Que venham mais 22 anos.

M.K. – Quase um idoso.

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Review – Up – Altas Aventuras

4 Outubro, 2009 · 1 Comentário

up-teaser-poster-fullsizeOk, eu iria escrever este texto muito antes, mas motivos externos (Que realmente não entram mais no escopo deste blog, mas podem render um post eventualmente) acabaram adiando esta resenha em uma semana. Alguns podem até reclamar que não existem motivos para escrever uma resenha sobre um filme que está praticamente saindo de cartaz, e que já foi visto por metade das pessoas do mundo (Pelo menos aquelas com bom gosto). Mas eu tenho um ótimo motivo: Eu estou perdendo absolutamente toda minha capacidade de alinhar duas palavras e fazer com que elas façam algum sentido para o leitor, e minha vontade de reativar o blog era grande (Aqueles que o fazem, sabem: Ter um blog é uma ótima terapia ocupacional, mas é um risco viciante). Desta forma, porque não realizar esse renascimento com uma resenha desta obra-prima da pixar?

Sim, obra prima é uma descrição perfeita para o longa metragem. Os momentos iniciais já são capazes de emocionar o espectador, ao mostrar como se deu a vida do protagonista Carl Fredricksen até os dias atuais. Sua infância, o modo como ele conheceu a esposa Ellie, ainda garoto… Aliás, devo ressaltar que a sequencia que mostra a vida dos dois juntos é no mínimo fantástica, isso sem uma única fala. Trabalho de genio, e já se tornou uma das aberturas de filmes das quais mais gosto.

Aparentemente, o roteiro do filme segue de forma bastante linear: “Fredricksen vai para a América do Sul, tentar realizar o antigo sonho de Ellie, acaba arrastando junto de si o escoteiro Russel, que quer ajudar o senhor Fredricksen a atravessar a rua. Juntos, acabam vivendo altas aventuras”.  Ou algo assim. Mas não se deixe enganar pela minha descrição porca de seção da tarde. Existe muito mais nesse roteiro do que os olhos podem ver.

E mesmo assim, apesar do roteiro não ser ruim, ele acaba ofuscado pelo carisma dos personagens, o humor de primeira, sempre presente em situações inesperadas, sendo impossível não cair na gargalhada com certas situações, e com a carga dramatica que envolve a trama principal do filme.

Qualquer pessoa com um mínimo de sensibilidade acaba se apaixonando por Up. E o motivo é simples: O filme é muito bom.

Concluindo, se você cometeu o crime de ainda não ter assistido esta fantástica , guarde um pouco de dinheiro e tempo e vá caçar um cinema que ainda tenha o filme em cartaz. Vale a pena mesmo.

(Ah sim, já ia me esquecendo… Esquilo!!!)

M.K. – Yeah, I’m Back!

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Supercalifragilisticexpialidocious

7 Setembro, 2009 · Deixe um comentário

Correria. Videogame. Trampo.

Pois é. Quando percebi, descobri que não sabia mais escrever.

Não é tão ruim. E pensando bem, saber escrever bem não é um dom tão necessário nos dias de hoje. Aliás, pra começo de conversa, quem disse que eu já soube escrever bem um dia? Mas a verdade não pode ser escondida. Já não sei mais o que escrever.

E isso acabou prejudicando, e muito meu ritmo de postagens. Já faz mais de um mês desde que tentei reviver este meu pequeno recanto cibernético com reviews e besteiras do mundo virtual. Mas não deu certo, acho que cansei.

Não vou dizer que é o fim, até porque existe uma probabilidade alta de que daqui a um mês eu acabe sentindo falta e voltando a escrever, mas esta é pelo menos uma pausa por tempo indeterminado.

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Review – Angel Densetsu

17 Julho, 2009 · Deixe um comentário

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Angel Densetsu é uma comédia publicada originalmente na Shounen Jump mensal, e escrita e desenhada por Norihiro Yagi (Que por um acaso é autor de Claymore, que está sendo publicado no Brasil pela Panini), durante os anos de 1992 até 2000. E tenho que dizer: É o mangá de comédia no qual mais dei risada até hoje.

Está certo, o traço é bem diferente do convencional, e pode afastar os mais puristas. Mas não se deixe enganar, como em todo bom mangá, a arte alcança uma evolução notável no decorrer da obra. E mesmo que essa evolução não acontecesse, a arte é muito menos importante que o argumento do mangá.

Angel Densetsu fala sobre a vida de Seiichiro Kitano chegando em sua nova escola. Um garoto de bom coração, sempre pronto para ajudar as outras pessoas. Mas há um pequeno problema: Seiichiro é a imagem perfeita do cão chupando manga. E isso cria diversas situações hilárias, já que sempre que as pessoas acabam encontrando Seiichiro, acham que ele é um criminoso, gangster, ou em alguns casos coisa pior.

Em suma, Angel Densetsu é uma ótima obra, e vale a pena dar uma olhada. Tanto para dar boas risadas, quanto para verificar a versatilidade do autor, já que Claymore, lançado mais tarde, mostra-se como uma experiência totalmente diferente.

M.K.

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Review – The Big Bang Theory

14 Julho, 2009 · 1 Comentário

bbt

Big Bang Theory seria mais uma sitcom qualquer… Se não fosse um seriado recheado de piadas e referências ao mundo nerd. No geral, os episódios são fechados em uma situação especifica, vários deles sendo centrados principalmente no relacionamento (e choques culturais) entre quatro nerds e a sua vizinha, “representante da raça humana normal”.

E se não bastasse o banho de referências culturais, a representação do modo de vida nerd (Um pouco exagerado, temos que admitir), e o choque entre essa cultura com a de uma “pessoa normal”, ainda temos o Sheldon, um dos personagens mais bizarros, mimados, excentricos (entre outros milhões de adjetivos) que já apareceu em uma série.

Em suma, The Big Bang Theory é obrigatório para qualquer um que se identifique um pouco com o mundo nerd. E mesmo aqueles que odeiam os nerds e coisas relacionadas, ainda conseguirão dar boas risadas.

M.K.

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Verdadeira Moral da História

12 Julho, 2009 · Deixe um comentário

Contos de fadas sempre tentam ensinar uma lição de moral. No geral são coisas toscas e óbvias. Mas sempre existe aquela moral escondida, e essa sim, vale a pena saber.

Moral da história dos Três Porquinhos: Gaste mais dinheiro em materiais de construção, senão o lobo te come.

Moral da história de Cinderela: Alguns príncipes são tarados por pés. Encalhadas com fadas madrinhas sobrando, fiquem de olho neles!

Moral da história do Patinho Feio: O patinho feio era um gay que decidiu sair do armário. Na época enrustida, tudo parecia ser horrível, mas depois de libertado… Ui.

Moral da história de João e Maria: Não entre na casa feita de doces. Sério, você pode acabar preso por uma bruxa cega e imbecil. A questão de usar migalhas de pão pra marcar caminho pode ser ignorada. Isso não é moral de história, é idiotice.

Moral da história de João e o Pé de Feijão: Invadir a casa dos outros pra roubar a galinha de ovos de ouro é o caminho pro sucesso. Dane-se o gigante que não fez nada pra você.

Moral da história de Branca de Neve: Suruba com sete anõezinhos!!! Ou algo do gênero. Aqueles mais conservadores podem dizer que a verdadeira lição de moral é não aceitar comida de estranhos. Tá valendo também.

Moral da história de Chapéuzinho Vermelho: Não deixe a vovózinha doente sozinha no meio da floresta. Ou então, melhor ainda: Não mande sua filha para a floresta onde tem vive o lobo.

Se der na telha, coloco mais morais de história subvertidas. Bye!

M.K.

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Review – Sket Dance (Mangá)

6 Julho, 2009 · 1 Comentário

Sket Dance

Sket Dance é um mangá publicado na antologia semanal Shounen Jump, escrito e desenhado pelo mangaká Kenta Shinohara. E é um dos meus mangás preferidos da atualidade. Os personagens são um dos principais motivos para isso. O trio de protagonistas é bastante carismático, conquistando o leitor aos poucos. Mas o sucesso não se limita a apenas eles, todos personagens que aparecem acabam conquistando o leitor, de alguma maneira ou outra.

Além disso, o autor não se prende a generos. Apesar de no geral a história ser uma comédia escrachada escolar, temos arcos dramáticos e todo tipo de variação que pode se imaginar. O traço segue a mesma linha. Não é extremamente espetacular, mas vai se adaptando de acordo com o que o roteiro exige.

Mas o maior mérito de Sket Dance é ser um mangá leve e casual. Comecei a ler com um pé atrás, e devo confessar: Foi uma grata surpresa. Se você busca um título divertido para passar o tempo, vale a pena dar uma procurada.

M.K.

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Review – Transformers 2

4 Julho, 2009 · Deixe um comentário

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Vamos por partes: Temos lutas frenéticas de robôs gigantes, que viram carros. Aliás, muitas lutas. Também temos a Megan Fox, em cenas apelativas. E temos o protegido do Spielberg fazendo palhaçadas.

Esqueça a ausência de roteiro. Sim, há um vilão com um plot tosco, e um roteiro que parece ter mais furos que uma peneira. Mas Transformers 2 ainda pode ser um filme que diverte qualquer um. Basta desligar um pouco o cérebro.

M.K.

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Review – Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes

30 Junho, 2009 · Deixe um comentário

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Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes é um filme de 1998, dirigido e escrito por Guy Ritchie.

Antes de ontem, Guy Ritchie para mim era apenas o ex-marido da Madonna. Mas depois de assistir este filme, tive que rever meus conceitos.

A estrutura do longa é simples: Algumas dezenas de personagens são introduzidos, aparentemente sem ligação nenhuma. Quase dá pra se perder, no meio de tantas situações distintas. Mas o filme se desenvolve, e a história vai se entrelaçando de maneira engraçada e genial. Somada a uma direção de arte bastante original, é um filme que vale mais a pena ser assistido do que simplesmente descrito. Contar mais pode estragar surpresas (Que não são tão surpreendentes assim, mas divertem bastante).

Mas o ponto em que quero chegar é que Guy Ritchie é mais que o ex-marido da Madonna. É um diretor original e ótimo roteirista. Sinto alguma esperança pelo filme de Sherlock Holmes que está para vir.

M.K.

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Review – Túmulo dos Vagalumes (Hotaru no Haka)

26 Junho, 2009 · 2 Comentários

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Hotaru no Haka foi escrito e dirigido por Isao Takahata no ano de 1988, e animado pelo estúdio Ghibli. Basicamente, conta a história de dois irmãos, Seita e Setsuko, durante o período do final da segunda guerra mundial no Japão.

Mas devo alertar qualquer um que pense em assistir: É um filme triste. Se você assistir sem nenhuma preparação psicológica prévia, corre o risco de ficar deprimido. E por incrível que possa parecer, não estou exagerando. Ainda estou juntando coragem para assistir a versão Live Action deste filme.

Mas então, porque assistir Hotaru no Haka? Simples. É porque é uma obra-prima que não envelheceu, digna de ser apreciada até hoje, e capaz de nos fazer lembrar que a guerra não presta. E isso basta.

M.K.

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