Bloqueio Criativo

Existe algo que é chamado popularmente de bloqueio criativo. Pode acontecer com qualquer um (Inclusive você. Portanto, use camisinha). Eu mesmo nunca descobri um meio efetivo de se proteger contra isso e estive sofrendo bastante desde que 2012 chegou (Como é o ano do fim do mundo, achei que poderia usar isso de desculpa, mas acho que não cola).

Mas hoje quando cheguei em casa, me senti iluminado. Havia um texto perfeito para ser escrito (falando sobre senhor dos anéis, aspirações futuras e problemas estomacais. Sério) e bastava que eu o digitasse. Como eu precisava de algo para tirar a poeira deste pobre blog, gastei uma horinha colocando as palavras no teclado.

Daí que quando tudo parecia estar pronto, eu cliquei em salvar, o wordpress bugou e meu texto se perdeu por toda a eternidade. Não vou colocar em palavras o que eu sinto, já que não sou um escritor bom o suficiente para descrever tais sentimentos. Então… De volta a estaca zero.

O Duelo

Esta é uma história verdadeira. Aconteceu há muito tempo, em um local muito distante… Certo, não faz tanto tempo assim. E nem era um lugar tão distante como eu deixei a entender. Mas é mesmo uma história que aconteceu de verdade. E o mais interessante desta história não tão interessante, é que ela aconteceu comigo. Mas chega de enrolar e vamos aos fatos.

Aquela era a época em que eu morava em um sítio no interior de São Paulo. Me lembro muito bem dos raios e trovões que populavam aquela tempestuosa chuva (Pra falar a verdade, eu não me lembro direito do clima daquela noite. Mas como nenhum de vocês estava lá pra provar o contrário, posso inventar o clima que quiser e vai estar tudo certo. Esta é a mágica de escrever sobre algo que ninguém mais vivenciou. E acho que estes parênteses ficaram muito grandes).

Eu acordei. E pra variar estava de bexiga cheia. Um fato sobre mim: Raramente acordo pra ir pro banheiro de noite. Mas naquela noite eu queria mijar. Justo naquela noite, maldito seja o destino. E qual o curso natural para alguém que quer fazer mijar? Twittar sobre isso, claro. Mentira, eu não tinha twitter ainda, então fui pro banheiro mesmo. Eu estava distraído, e muito sonolento. Foi quando de repente… Algo se mexeu no box do chuveiro, logo ao lado da privada onde eu estava de pé me aliviando.

Susto. Pânico. Medo. Era uma cobra gigantesca, de dois metros de comprimento! Uma sucuri gigantesca, destilando veneno pelos poros e pronta pra me atacar e me transformar em um japonês morto (Criticamente falando, o bicho estava mais para uma minhoca, não devia ter mais que 30 centimentros. Mas novamente voltamos a mágica do flashback tendencioso).

Eu parei de mijar o mais rápido que consegui e sai correndo do banheiro e subi em uma cadeira. Não me orgulho de ter tido essa reação. Mas eu ainda era um adolescente sem coragem pra enfrentar uma cobra somente com as próprias mãos. Fiquei um tempo meio traumatizado sem saber o que fazer. Só que um dilema começou a surgir. Eu até queria, mas não podia ficar pra sempre em cima daquela cadeira. Tinha que tomar alguma atitude. E o alguma coisa nesse caso foi pegar um rodo e me dirigir de volta ao banheiro. Puxei minhas mangas, me armei de coragem e fui para aquela que poderia ser minha ultima batalha.

De um lado, o japonês e seu rodo. Do outro, o projeto de mangueira erguido e pronto para me atacar. Sei que vocês devem estar morrendo por causa do suspense, mas eu não vou contar o resto desta história. A censura iria proibir que eu publicasse este texto, então deixo o final a cargo da imaginação de todos. Mas lembrem-se do que dizem: São os vencedores que escrevem a história. E como acredito que nenhum de vocês tenham lido uma cobra escrevendo em seu blog que matou um japonês armado com um rodo, creio que vocês possam concluir por si mesmos quem saiu vitorioso desse embate…

M.K.

Meu Primeiro Amor?

História muito antiga, de antes de minha primeira série. Eu era uma criança inocente. Não tanto, já que eu era do tipo que subia em escadas, caia e ficava com uma cicatriz gigante nas costas. Mas havia um fato curioso sobre mim nessa época que o eu atual não conseguiu igualar: Eu tinha uma namorada.

Calma, não se sinta surpreso ou deprimido por ter sido superado por um garoto de menos de 7 anos. Apesar de parecer impressionante, namorar naquela época para mim não tinha nenhum significado real. Era legal poder contar pros outros com a boca cheia que aquela garota bonitinha era minha namorada. Soava legal. Só que até onde eu me lembre, nunca a beijei ou coisa do tipo. Eu dúvido muito que sequer tenhamos nos abraçados ou até mesmo segurado as mãos. Se bobear ela ainda abusava do privilegio de ser minha namorada e fazia eu guardar um lugar na fila pra ela ou segurar a mochila dela.

Mas eu tinha uma namorada e era isso que importava. Para um garoto de 7 anos isso era psicológicamente bom. Ou seja, tudo estava ótimo na minha vida e eu era uma criança abusada, mas feliz. Só que em um belo dia no parquinho da escola, sem nenhuma explicação, ela chegou pra mim e disse:

“Ei, vamos parar de namorar tá bom? Agora eu vou namorar com o Felipe. Tchau!”

Eu só pude concordar e ficar lá sentado no balanço, indo pra frente e pra trás lentamente, ostentando uma cara de tonto no rosto. Eu não sabia o que eu tinha feito e nem como agir naquela situação. Se eu parar pra pensar bem, esse não foi um evento isolado: Esse primeiro desastre em minha vida amorosa foi um preview de tudo o que estava por vir no resto de meus dias mais avançados. O tempo passou e aqui estou eu, escrevendo em um blog sem muito futuro. E ela provavelmente nem se lembra mais de mim. Mas droga, eu nunca vou me esquecer (Maldita)…

M.K.

A Garota Fantasma

Aconteceu há cerca de dois meses.

Eu estava andando pela rua, no caminho de volta para casa. Parecia ser um dia de sol como outros qualquer, e aparentemente ia ser um dia tranqüilo. Mas acontece que aquele não foi um dia de sol como outro qualquer.

Pois em um dado momento, eu percebi que uma garota muito bonita vinha em direção contrária. Era o tipo de menina que se destacava na multidão. Bonita e bem vestida. Não vou descrever os outros atributos dela para não vulgarizar muito este texto.

Devo admitir, e peço para que não me julguem, mas eu dei uma boa olhada enquanto ela se aproximava. Só que teve um momento em que minha atenção se desviou. Não me lembro direito, creio que tenha sido alguém que buzinou.

Mas quando eu olhei novamente… A garota havia desaparecido! Minha primeira reação foi olhar para trás pra ver se ela tinha passado por mim naquele breve momento. Mas ela não estava lá. Olhei para rua. Nada da garota atravessando. Andei um pouco mais e olhei para ver se ela não tinha se escondido atrás da árvore. Nada (E eu devo admitir que olhar atrás da árvore foi uma das coisas mais idiotas que eu podia fazer naquele momento, mas tudo bem).

Aquela mulher havia desaparecido totalmente sem deixar rastros.

Fiquei com medo. Será que ela era uma alienígena que tinha escolhido aquele exato momento para retornar ao seu disco voador? Ou será que tudo havia sido fruto de minha imaginação fértil? Fiquei preocupado com minha sanidade e decidi não comentar esse incidente com ninguém. As pessoas já acham que eu sou louco sem que eu fique contando minhas alucinações para elas.

E essa história poderia terminar aí, comigo achando que sou esquizofrênico. Mas ela continuou um dia… Mais precisamente, hoje.

Eu estava fazendo o mesmo caminho de volta para casa. E vindo na direção contrária adivinhem quem eu vi? Sim, aquele ser misterioso estava mais uma vez caminhando em minha direção. Na mesma rua, na mesma distancia. Parecia brincadeira do destino. Por um momento eu pensei se não devia fazer a saudação de vida longa e próspera. Mas ao invés disso, simplesmente decidi observar. E observei. E observei mais um pouco.

Provavelmente observei muito, porque ela percebeu e olhou feio pra mim. Mas mesmo assim eu não tirei os olhos dela. E então meu esforço foi recompensado: Foi rápido, mas eu vi o que aconteceu!

A mulher virou para o lado, destrancou um portão, entrou e desapareceu por aquela porta. E eu fiquei decepcionado e continuei andando, pensando que algumas histórias deveriam ser deixadas sem explicação.

M.K.

 

Insônia

O fim de semana passou voando pra variar. Daí eu olho pro relógio e já são onze e meia da noite. Eu deveria estar dormindo, isso é um fato. Mas o mundo conspira contra mim de maneiras hediondas, e neste exato momento eu não estou com um pingo de sono. Então, para passar o tempo e entreter meus esparsos leitores, decidi escrever um pequeno guia de coisas a se fazer enquanto o sono não chega:

1 – Internet

UAU, Internet. Eu ia escrever todas as maravilhas virtuais que te esperam neste mundo fantástico, mas sejamos realistas: O que diabos você ia estar fazendo lendo este blog se não soubesse de todas essas coisas? Criticamente falando é difícil definir se Internet é um passatempo ou uma perda de tempo, mas enquanto cientistas não encontram um consenso, divirtam-se xingando muito no twitter. Ou talvez assistindo seu vlogueiro favorito criando conteúdo relevante no youtube. Quem sabe  tentando vencer a eterna guerra contra o google reader? Muitas opções disponíveis, e quando você percebe o tempo sobrando torna-se escasso.

2 – Sexo

Bom, é uma maneira bem válida de passar o tempo. Você estar perdendo tempo lendo meu blog faz com que eu questione se essa é uma opção viável nesse momento e tals, mas sempre há a opção solitária.

3 – Contar carneirinhos (Not)

Eu não sei quem foi a pessoa sem noção que inventou esse negócio de contar carneirinhos. Pelo menos pra mim é o negócio que menos funciona. Eu fico lá me concentrando, tentando lembrar qual número vem depois do 10, e no final eu estou acordadão fazendo a tabuada do onze (Não pergunte). Fuja de qualquer maneira. Ou não, as vezes eu que tenho o cérebro afetado.

4 – Nerdices

Ler um livro. Jogar videogame. Assistir seriados. Estudar. Provavelmente seu sono está ferrado porque na noite passada você ficou fazendo uma coisa dessas e não dormiu direito. Então já que cagou tudo, peide de novo e que se dane. Favor não levar a ultima frase a sério, quis dizer metafóricamente.

5 – Conversar

Não precisa ser pessoalmente. Pode ser por telefone. Pode ser virtualmente. Cartas não são recomendadas, já que elas demoram muito pra chegar. Mas esse horário de insônia libera algumas travas no mecanismo cerebral das pessoas, e algumas vezes você pode ter conversas muito fascinantes. Pode testar, o teor das conversas muda nesse horário. Só achar alguém pra partilhar suas horas de sono, e todos vivem felizes para sempre!

Bônus – Escreva um blog

Sim, escrever um blog mostra-se um ótimo passatempo. E quando você estiver sem imaginação, tente escrever um texto sobre insônia! Funciona que é uma beleza!

M.K.

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