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Arquivos Mensais:janeiro 2012

Observação: Post com linguajar meio escatológico. Mas nada muito forte.

Acho que esta é uma história que eu não contei para muitas pessoas (Na verdade pouca gente de fora da minha família deve saber), então é curioso expô-la aqui. Teve uma vez lá pela primeira série do ensino fundamental (Não tenho certeza se era essa época mesmo, memória é uma coisa meio engraçada. Eu estou resgatando esta história distante da minha vida, mas não consigo me lembrar o que comi ontem no jantar) que eu caguei na calça. Literalmente. Quer dizer, não tão literalmente porque eu devia estar de shorts.

Era hora do intervalo e eu estava no banheiro. Não tenho certeza da sensação que foi no momento, mas simplesmente aconteceu. Eu tava de pé lavando a mão, e *puf vuash puf* já era. Simples assim. Um amigo meu estava por perto e comentou na mesma hora: “Caralho, que cheiro ruim que tá este banheiro né?” (Vocabulário livremente interpretado. É dificil dizer se essas foram as palavras exatas que meu amigo usou. Naquela época eu nem sabia o que eram palavrões). Eu senti minha cueca pesada e concordei sem saber direito o que fazer “Puxa vida, verdade. Alguém deve ter esquecido de dar descarga” (No caso esse alguém era eu e dar descarga não ia adiantar muito).

Não tinham muitas possibilidades naquele momento. Eu podia gritar, chorar, arrancar a roupa e sair correndo pelado pela escola enlouquecido… O que eu fiz? Voltei pro meu lugar na sala de aula. Sim, eu ainda estava cagado (Você pode reclamar e achar que eu fui idiota, mas se até hoje eu não tomo boas decisões, o que dizer de quando eu era um pivete de sete anos de idade?). Daí na sala eu estava prestes a entrar em pânico, então falei baixinho pro cara que sentava na minha frente: “Ei… Vai passando e fala pra professora que eu fiz cocô na calça”. Alguns minutos depois a noticia atingiu a professora, que olhou pra mim com cara de que não era paga pra isso (Professora, se de alguma maneira absurdamente aleatória você está lendo esse texto, saiba que eu sinto muito. Não foi por querer, eu juro).

Fui levado para algum lugar que não me lembro, onde me arranjaram um outro shorts e deram sumiço definitivo na cueca e shorts que eu usava no momento do desastre. Voltei pra sala de aula todo feliz e saltitante, sob os olhares e cochichos de meus colegas de sala. Imagino que a sala inteira tenha ficado sabendo dessa minha desventura, mas pelo menos naquele momento eu estava feliz. E assim termina minha pequena história. Felizmente ninguém nunca veio me chamar de cagão porque isso teria sido extremamente desagradável.

E qual é a moral dessa história? Bom, acho que se existe uma moral para essa história toda é: Não conte esse tipo de coisa em seu blog pessoal. Sério, porque eu estou digitando tudo isto pra vocês lerem?

Existe algo que é chamado popularmente de bloqueio criativo. Pode acontecer com qualquer um (Inclusive você. Portanto, use camisinha). Eu mesmo nunca descobri um meio efetivo de se proteger contra isso e estive sofrendo bastante desde que 2012 chegou (Como é o ano do fim do mundo, achei que poderia usar isso de desculpa, mas acho que não cola).

Mas hoje quando cheguei em casa, me senti iluminado. Havia um texto perfeito para ser escrito (falando sobre senhor dos anéis, aspirações futuras e problemas estomacais. Sério) e bastava que eu o digitasse. Como eu precisava de algo para tirar a poeira deste pobre blog, gastei uma horinha colocando as palavras no teclado.

Daí que quando tudo parecia estar pronto, eu cliquei em salvar, o wordpress bugou e meu texto se perdeu por toda a eternidade. Não vou colocar em palavras o que eu sinto, já que não sou um escritor bom o suficiente para descrever tais sentimentos. Então… De volta a estaca zero.

Novo ano, novos textos, não é mesmo? 2011 foi um ano bem fraco pro meu pobre blog, marcado por textos ruins com imagens de paint embutidas.

Este ano pensei bem e decidi: as imagens em paint vão embora e os textos ruins ficam.

Meu objetivo vai ser transformar isso daqui em uma espécie de log de tudo que eu fizer de interessante. Falar sobre todos os livros que eu ler, músicas boas que eu descobrir, filmes e seriados maneiros que eu assistir. E o que mais der na telha.

Portanto espere por uma frequência bem mais alta de pastagens, mas de coisas mais curtas do que antes. E a falta de qualidade se mantém como antes, não se preocupem.

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