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Arquivos Mensais:fevereiro 2011

Esta é uma história verdadeira. Aconteceu há muito tempo, em um local muito distante… Certo, não faz tanto tempo assim. E nem era um lugar tão distante como eu deixei a entender. Mas é mesmo uma história que aconteceu de verdade. E o mais interessante desta história não tão interessante, é que ela aconteceu comigo. Mas chega de enrolar e vamos aos fatos.

Aquela era a época em que eu morava em um sítio no interior de São Paulo. Me lembro muito bem dos raios e trovões que populavam aquela tempestuosa chuva (Pra falar a verdade, eu não me lembro direito do clima daquela noite. Mas como nenhum de vocês estava lá pra provar o contrário, posso inventar o clima que quiser e vai estar tudo certo. Esta é a mágica de escrever sobre algo que ninguém mais vivenciou. E acho que estes parênteses ficaram muito grandes).

Eu acordei. E pra variar estava de bexiga cheia. Um fato sobre mim: Raramente acordo pra ir pro banheiro de noite. Mas naquela noite eu queria mijar. Justo naquela noite, maldito seja o destino. E qual o curso natural para alguém que quer fazer mijar? Twittar sobre isso, claro. Mentira, eu não tinha twitter ainda, então fui pro banheiro mesmo. Eu estava distraído, e muito sonolento. Foi quando de repente… Algo se mexeu no box do chuveiro, logo ao lado da privada onde eu estava de pé me aliviando.

Susto. Pânico. Medo. Era uma cobra gigantesca, de dois metros de comprimento! Uma sucuri gigantesca, destilando veneno pelos poros e pronta pra me atacar e me transformar em um japonês morto (Criticamente falando, o bicho estava mais para uma minhoca, não devia ter mais que 30 centimentros. Mas novamente voltamos a mágica do flashback tendencioso).

Eu parei de mijar o mais rápido que consegui e sai correndo do banheiro e subi em uma cadeira. Não me orgulho de ter tido essa reação. Mas eu ainda era um adolescente sem coragem pra enfrentar uma cobra somente com as próprias mãos. Fiquei um tempo meio traumatizado sem saber o que fazer. Só que um dilema começou a surgir. Eu até queria, mas não podia ficar pra sempre em cima daquela cadeira. Tinha que tomar alguma atitude. E o alguma coisa nesse caso foi pegar um rodo e me dirigir de volta ao banheiro. Puxei minhas mangas, me armei de coragem e fui para aquela que poderia ser minha ultima batalha.

De um lado, o japonês e seu rodo. Do outro, o projeto de mangueira erguido e pronto para me atacar. Sei que vocês devem estar morrendo por causa do suspense, mas eu não vou contar o resto desta história. A censura iria proibir que eu publicasse este texto, então deixo o final a cargo da imaginação de todos. Mas lembrem-se do que dizem: São os vencedores que escrevem a história. E como acredito que nenhum de vocês tenham lido uma cobra escrevendo em seu blog que matou um japonês armado com um rodo, creio que vocês possam concluir por si mesmos quem saiu vitorioso desse embate…

M.K.

História muito antiga, de antes de minha primeira série. Eu era uma criança inocente. Não tanto, já que eu era do tipo que subia em escadas, caia e ficava com uma cicatriz gigante nas costas. Mas havia um fato curioso sobre mim nessa época que o eu atual não conseguiu igualar: Eu tinha uma namorada.

Calma, não se sinta surpreso ou deprimido por ter sido superado por um garoto de menos de 7 anos. Apesar de parecer impressionante, namorar naquela época para mim não tinha nenhum significado real. Era legal poder contar pros outros com a boca cheia que aquela garota bonitinha era minha namorada. Soava legal. Só que até onde eu me lembre, nunca a beijei ou coisa do tipo. Eu dúvido muito que sequer tenhamos nos abraçados ou até mesmo segurado as mãos. Se bobear ela ainda abusava do privilegio de ser minha namorada e fazia eu guardar um lugar na fila pra ela ou segurar a mochila dela.

Mas eu tinha uma namorada e era isso que importava. Para um garoto de 7 anos isso era psicológicamente bom. Ou seja, tudo estava ótimo na minha vida e eu era uma criança abusada, mas feliz. Só que em um belo dia no parquinho da escola, sem nenhuma explicação, ela chegou pra mim e disse:

“Ei, vamos parar de namorar tá bom? Agora eu vou namorar com o Felipe. Tchau!”

Eu só pude concordar e ficar lá sentado no balanço, indo pra frente e pra trás lentamente, ostentando uma cara de tonto no rosto. Eu não sabia o que eu tinha feito e nem como agir naquela situação. Se eu parar pra pensar bem, esse não foi um evento isolado: Esse primeiro desastre em minha vida amorosa foi um preview de tudo o que estava por vir no resto de meus dias mais avançados. O tempo passou e aqui estou eu, escrevendo em um blog sem muito futuro. E ela provavelmente nem se lembra mais de mim. Mas droga, eu nunca vou me esquecer (Maldita)…

M.K.

Fato desinteressante sobre mim que provavelmente vocês não conhecem (Afinal, não costumo sair por aí sem camisa): Eu tenho uma cicatriz de uns 10~15 centímetros nas minhas costas (Falar de coisas de 10~15 centímetros nas minhas costas fora de contexto pode ser muito comprometedor). Essa cicatriz me acompanha há muito tempo, desde que eu era um pivete de um metro de altura sem muita noção no qual uma cicatriz desse tamanho ainda era algo impressionante por ser equivalente a um décimo da minha altura total. Hoje em dia ela ainda aparece bem, mas não é nada que faça parecer que eu esteja na porta da morte ou algo do tipo.

Se pouquíssimos sabem da existência dessa cicatriz, menos ainda conhecem a história por trás da aquisição dela. É sobre isso que falarei no post de hoje. Uma história de aventura, emoção, sangue e risos. Ok, estou exagerando um pouco, talvez seja o calor das lembranças. Ou quem sabe eu não esteja? Deixo a seu cargo descobrir, leitor corajoso e que decidiu acompanhar minhas aventuras neste blog.

Bom, como alguns de vocês já devem saber, faço parte de um antigo clã de ninjas desde que eu era um moleque sem muitos pelos no corpo (Não que eu tenha tantos hoje em dia, mas isso não é relevante pra história). Pode até parecer absurdo, mas vocês nunca viram esses animes onde ninjas de 10 anos de idade vestidos feito um farolete laranja realizam missões de vida ou morte enquanto os adultos estão lá pra ser bucha de canhão? Então, era mais ou menos assim que funcionava comigo. Sem a parte de missões de vida ou morte. E sem a parte de estar vestido como um farolete laranja. E sem adultos servindo de bucha de canhão, eles realmente sabiam o que estavam fazendo.

Era minha primeira missão sozinho. Envolvia recuperar um disquete (Daqueles que hoje em dia você só vê em museus, do lado dos esqueletos dos dinossauros e fósseis de Pokémon) com informações sigilosas sobre alguma coisa que eu não faço idéia do que era, mas parecia envolver um acidente de avião e os números 4, 8, 15 e outros que não lembro mais. Eu estava bem nervoso, só que bem no fundo sabia que nada podia dar errado. Certo, aquele foi um engano honesto: Eu ainda era uma criança, e a maioria das crianças são idiotas (Menos aquelas escolhidas pra se aventurar no digimundo).

A missão estava correndo muito bem, obrigado. Eu havia conseguido me infiltrar no prédio certo de primeira, burlar toda a segurança e aberto aquele cofre maldito. Estava em posse do maldito disquete. Mas foi nessa segurança toda que eu errei. Fiz check in no foursquare (O que? Você está dizendo que não existia check in no foursquare naquela época? Já te chamaram de chato porque você é muito detalhista?) e me esqueci que os ninjas do clã rival tinham me adicionado lá. Em poucos segundos o lugar estava cheio de gente que queria me matar. Era uma desvantagem de pelo menos um para dez.

Lição valiosa que aprendi naquele dia: Não faça check in em todos os lugares para onde você vai. Não é necessário. Pior de tudo é que nem mayor daquela venue eu virei.

Houve uma breve luta. Eu resisti por cinco minutos sem nenhum problema, mas a luzinha no meu peito começou a piscar. Não ia rolar ficar enrolando muito tempo lá. Então eu decidi usar uma das técnicas proibidas do clã: O famoso Block, criada na antiguidade pelo ninja aposentado “Carro-Do-Zum”. Aquela técnica consistia em se tornar praticamente invisível para os ninjas atingidos, eles não saberiam mais o que eu estava fazendo e eu poderia ir embora sem problemas. Só que eu nunca tinha feito aquilo antes e era uma aposta muito arriscada.

Se aquele dia tivesse sido uma partida de RPG, pode ter certeza que seria uma partida na qual eu rolei todos os dados certos e tive uma ajuda do mestre depois de prometer minha coleção de Scott Pilgrim pra ele ou coisa do gênero. Bloqueei todo mundo sem cometer um único erro e voltei pra casa são e salvo, sem nenhuma cicatriz. Missão dada foi missão cumprida.

Tenho a impressão que estou esquecendo de alguma coisa… Ah, a cicatriz!

Bom, depois de voltar pra casa naquele dia eu acabei ficando trancado pra fora de casa pelos meus pais por algum motivo que eu desconheço. Criança entediada como era, subi numa escada que tinha do lado de fora de casa. A escada caiu em cima de mim, eu desmaiei e acordei no hospital com um baita corte nas costas que até hoje não faço a mínima idéia de como apareceu lá.

Simples assim.

M.K.

[Este é o review de uma garrafa de coca-cola de 2 litros que estava na geladeira. Se você ainda não tomou uma garrafa de coca-cola de 2 litros, melhor não ler este post, pois pode conter spoillers.]

Coca-cola. Refrigerante bem famoso, famoso pelos comerciais de TV envolvendo ursos polares ou papais noeis Bastante conhecido por suas propriedades combativas de sono, sua capacidade de deixar os dentes meio estranhos e seu gosto de… Coca-cola.

Uma garrafa de coca-cola de 2 litros vem com 2 litros de coca-cola. Não sei se essa é a quantidade certa, pois não tive paciência de tirar a coca-cola da garrafa pra pesar quanta coca-cola tinha dentro da garrafa. Mesmo que eu tivesse a paciência, não creio que eu tenha uma balança capaz de pesar liquidos. Então este será um mistério que não será resolvido hoje.

O problema de uma garrafa de dois litros é que dependendo da pessoa ela pode ficar sem gás. E coca cola sem gás é algo que beira o demoníaco. Algumas pessoas até gostam de coca-cola sem gás, mas esse tipo de gente, vamos ser sinceros… Ok, nem vou comentar sobre elas no meu blog por ter medo do que elas possam fazer depois. Tenho medo desse tipo de pessoa.

Está certo que em tempos de calor como o que estamos vivendo, uma pessoa talvez consiga com certo esforço tomar uma garrafa de coca-cola de 2 litros sozinho. Mas geralmente esta é uma experiência que é melhor aproveitada com 3 a 5 participantes.

Não existem muitas considerações finais pra se fazer. A garrafa de coca-cola de 2 litros vem preenchida de 2 litros de coca-cola e quem já tomou coca-cola sabe o que esperar dela. Um bom acompanhamento pra pizzas e outras comidas do tipo.

No próximo post tento fazer um review da latinha de 350 ml de coca-cola. Esperem ansiosamente por isso!

M.K.

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