Sociophobia

Entradas do Maio 2009

Mistério da Louça

27 Maio, 2009 · 2 Comentários

Era uma republica de estudantes como outra qualquer. E como em toda republica que se preze, havia uma pequena experiência cientifica ocorrendo:  Descobrir quanto tempo a louça poderia permanecer na pia, antes que alguém tomasse coragem e desse um sumiço em toda a bagunça.

Mas naquela republica em específico, as coisas estavam fugindo do controle. Haviam pratos, talheres e copos empilhados em uma pilha enorme. Já não era mais possível se utilizar da torneira, de maneira que os moradores da republica já tinham desistido de resolver a situação. Sempre que precisavam, compravam novos apetrechos para almoçar e jantar. E a cada dia que passava, aumentava a sujeira.

Um dia, as pessoas a perceber que os moradores da republica estavam desaparecendo. Um a um. Sempre que iam para a cozinha, e passavam perto do monte de louça suja. Até que um dia, não havia mais ninguém para contar a história. A polícia investigou o caso, mas depois de um tempo sem encontrar pistas, tudo caiu no esquecimento. A republica foi fechada, e continua assim até hoje.

Mas dizem que mesmo em tempos atuais, aqueles que estejam mais curiosos podem se arriscar, arrombar algumas portas e adentrar os domínios do medo, onde os gritos de desespero dos pobre moradores da republica podem ser ouvidos de dentro da gigantesca pilha de louça suja.

M.K.

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Transformistas Virtuais

26 Maio, 2009 · Deixe um comentário

E em algum lugar do mundo, escondido sob o anônimato do computador, havia aquele garoto estranho. Bem, na verdade nem tão estranho assim. Mas ele tinha um hábito que era consideravelmente estranho. Em jogos massivos de multiplayer online, ele tinha uma preferência por usar personagens femininas. E agir como tal.

Aos poucos amigos que conheciam esse estranho segredo, ele tentava se explicar de maneita não tão convincente. Dizia sempre que isso lhe trazia muitas vantagens, que justificavam se fingir de mulher. Ganhava itens e era sempre paparicado por outros jogadores. Se tinha alguma dúvida, precisava de algo, ou apenas queria companhia para realizar aquela quest impossível, era só fazer algum charminho.

O garoto não achava que aquilo era anormal.

Agora, como explicar para o pobre garoto que aquilo que ele fazia, não passava de uma forma de, simplesmente, se travestir virtualmente?

Que ele era apenas mais um, entre tantos outros com um desejo subconsciente reprimido?

M.K.

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Filtro

19 Maio, 2009 · Deixe um comentário

Pela primeira vez desde que criei minha conta de gmail, resolvi organizar um pouco as coisas, afinal meu e-mail estava se tornando bastante similar ao meu quarto.  Totalmente bagunçado, e sempre que preciso de algo, não consigo encontrar. Com excessão de que em meu e-mail não junto baratas, é claro.

Mas enfim. A limpeza está feita. Deletei alguns milhares de e-mails inúteis. Deixei de participar de algumas listas de discussão. Arranquei filtros e labels que eu nem fazia idéia de que existiam.

Para finalizar, decidi dar uma olhada na minha pasta starred. Costumo guardar nessa pasta e-mails importantes, ou coisas que preciso ver mais tarde. Para facilitar a organização, criei um filtro: Sempre que mando um e-mail que tenha star em seu assunto, ele cai direto na pasta de starred. Sem passar pela inbox, marcado direto como lido.

Ao abrir a pasta, tive uma surpresa interessante. Algumas dezenas de e-mails perdidos, nunca lidos e completamente ignorados, sobre star wars e star trek.

Preciso arranjar um filtro pra não deixar essas minhas idiotices passarem.

M.K.

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O Beija-Flor e o Incêndio

1 Maio, 2009 · 2 Comentários

Ocorreu um incêndio na floresta. Todos animais fugiram, desesperados.

Mas o beija-flor continuou lá, firme e forte. De gota em gota, tentando acabar com o fogo.

O elefante se admirou. Disse que o beija flor deveria ir embora, que nunca ia apagar o maldito incêndio com apenas algumas gotinhas de água.

O beija-flor não se deixou abalar. Disse que estava fazendo a sua parte com aquelas gotinhas. E se todos parassem para ajudar, conseguiriam salvar seus lares.

Moral da história: Deveria ser “A união faz a força”. Mas pensando melhor, considerando que o beija flor não conseguiu apagar o incêndio e morreu queimado horrivelmente, temos simplesmente que: “Pequenos detalhes não fazem a diferença”.

M.K.

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