Ele estava correndo desesperado. Estava fugindo de algo. Não tinha certeza do que. Mas sabia que tinha que correr.
O despertador tocou.
Tudo não havia passado de um sonho. Suspirou aliviado e se levantou. Trocou rapidamente de roupa. Estava atrasado para a faculdade. Correu para o ponto de ônibus. Mas antes que pudesse perceber que algo estava errado, foi atropelado.
O despertador tocou.
Novamente, tudo não havia passado de um sonho. Meio zonzo, olhou para o relógio e soltou um sonoro palavrão. Era domingo. Não havia necessidade de acordar tão cedo. Virou-se de lado e percebeu pela primeira vez desde que acordara: Um grupo de seis pessoas jogava truco em uma mesa instalada no meio de seu quarto. Coçou os olhos, sem ter certeza do que estava vendo.
O despertador tocou.
Estava em meio a uma guerra. Bombas voavam para todos os lados. Não se deu ao trabalho de levantar. Ficou esperando o despertador tocar. O inimigo se aproximava.
E o despertador tocou.
(…)
M.K.
