Sociophobia

Entradas do Julho 2008

Imortalidade

31 Julho, 2008 · 4 Comentários

De certa forma, ser imortal é um sonho de muitos homens ambiciosos e bem sucedidos. Pensando melhor, ser imortal também é um sonho para muitos homens que nem são tão ambiciosos e bem sucedidos assim.

Esse desejo se reflete em histórias, filmes e outras formas de mídias que surgem com o passar do tempo. Uma pequena amostra do inconsciente, do desejo de desfrutar para sempre de todas coisas da vida, sem se preocupar com banalidades como a morte.

Mas no fundo, todos sabem. Ser imortal é apenas uma ilusão que contraria totalmente as leis da natureza. A existência de uma raça imortal traria grandes problemas para as leis da física. Preguiçosa e acomodada do jeito que ela é, a física nunca permitira a existência de tal raça.

Entretanto, algumas pessoas ainda acreditavam que a imortalidade poderia existir. Se agarravam com todas suas forças à essa pequena chama de esperança. 19 de julho de 2008 ficou marcado como o dia em que esse sonho finalmente foi totalmente encerrado.

M.K.

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Inferno

30 Julho, 2008 · 2 Comentários

Pesquisas recentes encomendadas para o departamento de zumbis da califórnia deixaram bem claro que existem três tipos de infernos.

O primeiro é o inferno básico, para onde vão as almas das pessoas que cometeram crimes leves. Nele, as pessoas são torturadas por grandes períodos de tempo. Ao final desses períodos, é feito uma espécie de vestibular para decidir quais almas estão arrependidas e podem ir para o purgatório, de onde eventualmente acabam indo para o céu.

O segundo inferno é o inferno sem volta. Todos aqueles que cometeram crimes hediondos enquanto vivos são mandados para lá. E de lá nunca saem, de modo que ninguém tem muita certeza do que acontece lá dentro. Mas os gritos de dor que ecoam pelos corredores deixam bem claro que não deve ser nada agradável.

O terceiro inferno é desconhecido para a maioria das pessoas. Pois é reservado especialmente para políticos. Lá eles são tratados com todo luxo e respeito possível, já que durante a vida conseguiram infernizar a vida de muitas pessoas. Tanto direto, quanto indiretamente.

M.K.

Obs: Sem ofensas.

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Sonho

28 Julho, 2008 · 2 Comentários

Ele estava correndo desesperado. Estava fugindo de algo. Não tinha certeza do que. Mas sabia que tinha que correr.

O despertador tocou.

Tudo não havia passado de um sonho. Suspirou aliviado e se levantou. Trocou rapidamente de roupa. Estava atrasado para a faculdade. Correu para o ponto de ônibus. Mas antes que pudesse perceber que algo estava errado, foi atropelado.

O despertador tocou.

Novamente, tudo não havia passado de um sonho. Meio zonzo, olhou para o relógio e soltou um sonoro palavrão. Era domingo. Não havia necessidade de acordar tão cedo. Virou-se de lado e percebeu pela primeira vez desde que acordara: Um grupo de seis pessoas jogava truco em uma mesa instalada no meio de seu quarto. Coçou os olhos, sem ter certeza do que estava vendo.

O despertador tocou.

Estava em meio a uma guerra. Bombas voavam para todos os lados. Não se deu ao trabalho de levantar. Ficou esperando o despertador tocar. O inimigo se aproximava.

E o despertador tocou.

(…)

M.K.

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Era uma vez…

21 Julho, 2008 · 2 Comentários

Era uma vez, uma garotinha cuja familia era muito pobre. Tão pobre, que sempre era obrigada a usar a mesma roupa vermelha que sua mãe tinha comprado em uma liquidação. O nome dessa garota era chapéuzinho vermelho (Espere um pouco! O nome dela era chapéuzinho vermelho??? Que raios de nome é esse? Se bem que ainda assim é menos excentrico que o nome que alguma celebridades dão aos seus filhos hoje em dia, então está valendo).

Um dia, a mãe da chapéuzinho vermelho decidiu manda-la para a floresta, de maneira que ela levasse alguns doces para sua avó, que estava muito doente. Antes que ela saisse de casa, a mãe deixou bem claro: “Tome muito cuidado com o lobo mau. Ele come criancinhas!” (Espere novamente! O que essa mãe tinha na cabeça para mandar sua filha para uma floresta onde estava presente uma versão peluda do Michael Jackson? E para começo de conversa, o que raios a avó da criança estava fazendo sozinha em uma floresta tão perigosa? Pelo jeito a velha devia ser muito chata, para ter sido exilada).

A chapéuzinho vermelho não ligou muito para o aviso de sua mãe, e saiu cantarolando saltitante pelos caminhos escuros entre as árvores. Mas… Como todos já devem saber, ela encontrou o lobo mau, que perguntou o que ela estava fazendo sozinha naquele fim de mundo. Inocente, chapéuzinho vermelho apenas disse a verdade: “Estou indo para a casa da vovózinha, levar esta cesta de doces para ela”. Sabendo disso, o lobo mau correu para a casa da avó da chapéuzinho, eliminou a pobre senhora, e se disfarçou de velhinha (Como assim? Se o lobo mau queria comer a chapéuzinho, porque ele teve que ele teve o trabalho correr até a casa da avó dela e se difarçar? Por que não tomou ação ali mesmo? Isto aqui está muito estranho).

Quando a chapéuzinho chegou na casa de sua avó, não imaginava o que a esperava. Encontrou o lobo mau deitado, e reparou prontamente: “Caramba vovózinha, que olhos grandes a senhora tem”. E o lobo mau respondeu de imediato: “É para observa-la melhor”. Mas a chapéuzinho não se deu por satisfeita e continuou: “E que orelhas grandes a senhora tem”. E o lobo mau, pacientemente respondeu: “É para poder ouvi-la melhor”…

OK, para mim chega, essa foi a gota d’água. Todo esse negócio de coisas grandes vai acabar virando putaria. E pior ainda, putaria ilegal. Eu me demito.

M.K.

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Heroes (Not)

18 Julho, 2008 · 2 Comentários

Tudo começou quando ele nasceu. Continuou enquanto ele crescia. Um dia, ele casou-se. E assim foi sua vida, até que percebeu que já tinha 50 anos. Estava em um ponto no qual olhava para trás e descobria que sua vida tinha sido apenas um amontoado de acontecimentos sem graça. Estava cansado da rotina, mas não tinha coragem de mudar. Havia caido na armadilha da acomodação.

Até que um dia, descobriu que podia voar. Não sabia se havia sido abençoado por Deus, se aquilo já estava com ele desde que tinha nascido e só não havia despertado antes, ou se tudo era simplesmente uma coincidiência inacreditável. No fundo, não queria pensar nisso.

Esse evento foi o estopim para uma mudança radical. Passou a ver o mundo de outras altitudes. Literalmente. Não haviam mais limites.

Até o dia em que estava distraído, lendo o jornal enquanto flutuava sobre o Japão, e foi atingido por um avião que passava por perto. Morreu. Loser.

M.K.

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Incoerência

16 Julho, 2008 · 1 Comentário

Havia um planeta no qual os politicos decidiram que deviam ser pessoas honestas. Haviam percebido que deviam trabalhar pelo bem do povo, e não ficar aprovando projetos de leis idiotas sem entender direito as leis que estavam tentando aplicar.

Começaram a trabalhar de verdade pela primeira vez. Passaram a ouvir a voz do povo. Usar o dinheiro de impostos para resolver os problemas que realmente importavam. Nesse planeta, a corrupção finalmente tornou-se um crime, e não um simples paradigma político.

As coisas pareciam estar indo bem. Mas as leis da física perceberam que algo estava errado. E o planeta se desintegrou do dia para a noite. Uma incoerência tão grande como um planeta no qual os políticos são honestos nunca poderia existir sem causar algo menor do que o fim do mundo.

M.K.

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Concurso

4 Julho, 2008 · 2 Comentários

Esta não é uma história real. Quaisquer semelhanças com situações da vida real devem ser sumariamente ignoradas em favor de uma Internet estável.

Tudo começou em uma pequena cidade do interior (Por favor, ignorem a redundância), quando algumas pessoas desocupadas decidiram realizar um concurso de piadas. A prefeitura dessa cidade havia considerado que esse evento seria uma ótima forma de promoção para a cidade, que estava ficando com fama de mal humorada. O prêmio do concurso era apenas simbólico, mas as pessoas queriam participar. Tudo pela honra de ser considerado o melhor piadista das redondezas (Como se isso realmente fosse alguma honra).

Depois de alguns meses de preparações, o concurso se iniciou. Mas os organizadores não contavam com a ausência de senso de humor dos habitantes daquela cidade. Para que vocês tenham idéia, a melhor piada que do dia foi algo do tipo: “A galinha atravessou a rua para chegar no outro lado”. Depois de uma centena de apresentações, começou a bater o desespero na organização. Algumas pessoas que estavam assistindo tudo aquilo desde o começo já começavam a cogitar suicídio.

Foi em um momento de silêncio constrangido, quando todos tentavam descobrir qual piada havia sido a menos ruim, que um jovem falou em voz alta para um amigo: “Você viu? Um padre saiu voando por aí usando balões de festas infantis, carregando um celular sem bateria e um GPS que ele não sabia usar, e nunca foi encontrado”.

Ninguém teve dúvidas. O jovem foi nomeado o maior contador de piadas da cidade.

M.K.

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O Mestre dos Colares

1 Julho, 2008 · 5 Comentários

Tive uma idéia genial! E quando digo genial, não estou exagerando! A idéia tem potêncial para virar livro, ter adaptações em quadrinhos, e até mesmo virar filme de hollywood! Deem uma olhada na idéia principal:

“Um mané qualquer decide forjar um conjunto de colares para dominar os reis de outras raças. Para controlar esse conjunto de colares, ele forja um colar-mor e aplica nele parte de sua essência vital (Seja lá o que isso signifique). No entanto, após uma guerra, que aconteceu porque as pessoas não gostavam da idéia de ser dominados por um cara que usava um colar de mal gosto, ele acabou sendo decepado. Com isso o colar-mor se perdeu pelo mundo. De alguma forma com eventos que fogem do escopo do tempo e espaço, o colar-mor vai parar na mão de um bobbit, uma raça de seres de dois metros de altura e de mãos peludas. Para evitar que o colar-mor consiga voltar para seu verdadeiro dono (Que não morreu, mesmo decepado), ele vai ter que leva-lo para os vales da achação de modo a destrui-lo e recuperar a paz no mundo. Ou algo do tipo. Para acompanha-lo nessa jornada épica, teremos o guerreiro Pernacurta, o bárbaro Moromir, o gigante Mimli, o goblin ferreiro Lacolas, três outros bobbits genéricos, além do druída mais poderoso do mundo, Pandalf, o Rosa.”

Rapaz, ficou muito bom! Preciso mandar para alguma editora antes que eu seja plagiado!

M.K.

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