Sociophobia

Entradas do Fevereiro 2008

Post cientifico

26 Fevereiro, 2008 · 4 Comentários

Na década de 90, cientistas da OLFMR (Organização de leis físicas do mundo real) atestaram a veracidade da chamada “Lei de Murphy”, e todas suas variantes, através de uma série de experimentos práticos que envolviam um gato, elementos químicos de alta periculosidade e uma máquina de lavar roupas. Detalhes mais complexos do experimento, e suas conclusões podem ser encontrados neste link.

Os resultados desse fascinante estudo incentivaram pesquisadores de todo o mundo. Diversas possibilidades se abriram: Livrar o mundo de coisas como a enésima edição do “Big Brother Brasil”, criar fontes de energias limpas e inesgotáveis, acabar com a criminalidade do mundo, arrancar a roupa da mais nova celebridade instântanea do momento (Antes que a plaboy faça o mesmo), criar políticos honestos, entre muitas outras possibilidades.

Mas é triste perceber que nenhum resultado concreto foi alcançado através de uma década de pesquisas.

Tudo mudou no ano de 2005 quando um cientista australiano de nome impronunciavel desenvolveu uma técnica prática de aplicação das “Leis de Murphy”, que ficou mais conhecida como a “Teoria do Gato que Gira no Ar”. Resumidamente, esta tese aplicava os seguintes fatos: Os gatos sempre caem em pé, e o pão com manteiga sempre cai no chão com a face que contém manteiga virada para baixo.

A teoria é simples, e de certa forma, genial. Ao se amarrar um pão com manteiga virado para cima nas costas de um gato, e arremessa-lo ao chão, teriamos um efeito de loop: As leis físicas se complementariam, e o gato ficaria para sempre flutuando no ar.

Não desmereço o criador desta teoria. Entretanto, não concordo com seu funcionamento, como apresentarei a seguir:

1-) O criador desta teoria esqueceu-se de calcular o coeficiente da queda do gato em sua equação de quantidade de manteiga envolvida.

Com isso em mente, de acordo com a fórmula: x-89*(125y-47z)/(z+t), temos que no final do arremesso do gato, o valor de x torna-se zero, o que significa que no final, o gato não fica no ar indefinidamente, e sim, desaparece por completo.

2-) A fórmula de indivisibilidade do número de patas do gato torna-se enviesada quando consideramos o número de pelos nas costas do gato.

De acordo com a fórmula, temos (y+z+x)/768*w, e ao levarmos w (que representa o número de pelos do bichano) ao infinito, temos que o resultado invariavelmente torna-se 0, o que de maneira semelhante a fórmula proposta em 1, faz com que o gato despareça novamente.

3-) Por fim, não foi considerada a atuação da própria “Lei de Murphy” no processo, o que faz com que o experimento dê errado de qualquer maneira, independente das afirmações acima.

A todos que continuaram lendo este texto até o fim, agradeço pela atenção.

HISK

P.S. Uma nota de ultima hora. Como todos devem saber, a OLFMR fechou suas portas no ano passado, cedendo finalmente as pressões constantes do GCEAPCG (Grupo contra experiencias de amarrar pães nas costas de gatos).

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