Sociophobia

Entradas do Setembro 2007

PC Hammer

27 Setembro, 2007 · 15 Comentários

Antes de mais nada, quero dizer que não me responsabilizo se alguém for idiota o suficiente e decidir seguir as instruções que darei neste post. É sério!

Pois bem, lavadas as mãos, começo meu texto.

O fato é que vejo que muitas pessoas buscam maneiras alternativas na internet de usar o msn, o orkut e similares em locais de acesso restrito. Felizmente (ou não, dependendo pra quem você pergunta), elas quase semrpe conseguem.

Ou conseguiam! Aqui, vou seguir o fluxo contrário das maiorias das dicas que você encontra na internet e ensinar um passo a passo de como se realizar um bloqueio total de seu computador! A técnica se chama PC Hammer, e se popularizou no inicio do século passado com o advento dos Vikings na América (Sim, falei besteira demais nesta ultima frase, mas estou com preguiça de buscar algo que faça sentido no contexto histórico).

Instruções:

1-) Ligue seu computador.

2-) Digite 666 Login in Hell na opção executar do menu iniciar.

3-) Desligue seu computador e tire-o da tomada.

4-) Jogue seu CPU pela janela. Preferencialmente acima do terceiro andar. E olhe antes de jogar, para não acertar a cabeça de ninguém.

A técnica se chama CPU Hammer, porque antigamente as pessoas martelavam a CPU até que ela se reduzisse a pedaços. A pratica atual foi adotada por questões de praticidade. Mas o nome permaneceu o mesmo.

Se você seguiu o passo-a-passo, parabéns! Você acaba de bloquear totalmente o acesso das pessoas em seu PC! O único problema desta técnica é que se você quiser usar novamente o computador, vai ter que comprar um novo…

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25 Setembro, 2007 · 9 Comentários

“31 de Outubro de 2007.

Ultimo dia do mundo que conheciamos. O dia em que a extinção se iniciou.

As pessoas não imaginavam a sequência de fatos que iria levar 95% da humanidade ao seu fim.

Segundo a imprensa, tudo começou quando um jovem decidiu mudar o mundo através de suas ações. Tentou conversar com os líderes de seu país, sem sucesso. Buscou passar sua mensagem para as outras pessoas. Mas ninguém queria ouvi-lo. Desistiu de ser razoavel. Mas ainda queria passar sua mensagem. E para isso, ele criou um vírus. Por vários meses, ocorrências isoladas se tornaram cada vez mais frequentes. As pessoas começaram a morrer. O próprio criador do vírus foi um dos primeiros a falecer em decorrer dessa epidemia. Sem conseguir divulgar sua mensagem.

Demorou para que o caos fosse decretado. Diversas explicações foram buscadas. Quando a situação tornou-se incontrolável, começaram a jogar a culpa em Deus. Claro, vocês já devem saber que não adiantou nada… A humanidade enfrentou sua extinção.

Sobreviveram poucos. Uma pequena parcela da população, que possuia em seus genes imunidade aos efeitos desse vírus.

Vocês já conhecem o resto da história. Depois de décadas, os poucos humanos que restaram conseguiram reconstruir a civilização.

E uma grande mudança ocorreu. Sem a superpopulação humana, o planeta se recuperou. A natureza voltou a se alastrar pelo mundo. E as pessoas aprenderam a respeitar essa natureza. Robôs, humanos e natureza já convivem há quarenta séculos em perfeita harmonia.”

- – Retirado de um livro de história comemorativa do ano de 6057 – -

Texto encontrado em pergaminhos datados do ano de 1921.

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P.S. História de Ficção. Coincidências são apenas meras coincidências.

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Contradições

24 Setembro, 2007 · 12 Comentários

Este post é uma mentira completa. Não há motivos para se acreditar nele. Você acreditaria em alguém que começa seu texto sem dizer a verdade? Eu  também.

Entretanto, ao saber que não direi a verdade, você não pode afirmar que o inverso de minhas mentiras são verdades absolutas. Então, como você pode duvidar de tudo o que foi escrito?

Sim, a veracidade das palavras pode ser facilmente questionada. Mas a informação é fraca e intangivel. Assim, eu não sou dono da verdade absoluta. Ninguém é.

Estaria o autor mentindo ao escrever palavras tão profundas e sem sentido? Ou estaria ele sem idéias para um texto com conteúdo?

Provavelmente ninguém nunca irá descobrir.

Termino meu texto deixando palavras de consolo. O inverno acabou. O inverno mais quente que tive a oportunidade de presenciar. Chegou a primavera, e com ela o frio. Mal posso esperar pelo verão.

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Conto… Final

21 Setembro, 2007 · 6 Comentários

Olá a todos. Decidi finalmente encerrar minha trilogia de mini-contos. Espero que vocês gostem do resultado final. Com isso, espero amarrar todos os laços soltos que deixei…

Parte 1 – http://mhkshinigami.wordpress.com/2007/05/16/conto/

Parte 2 – http://mhkshinigami.wordpress.com/2007/08/30/conto-parte-2/

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Paula era uma garotinha infeliz. Não havia conhecido sua mãe, que havia morrido ao dar a luz. Seu pai não conseguia lidar com essa perda. Frequentemente passava as noites bebendo. Quando voltava para casa, muitas vezes espancava Paula. No fundo, ele culpava a filha por ter perdido a mulher que amava. Por consequência, Paula tornou-se uma menina assustada e introvertida. Nunca saia de casa. E quando saia, tinha medo das outras pessoas.

Sua vida só mudou quando seu pai foi encontrado morto em sua própria cama. A polícia investigou o caso, e não conseguiu achar nenhuma pista que pudesse levar a um possível criminoso. Apenas um vidro vazio de cápsulas ao lado de seu corpo. Era muito provável que o pai de Paula finalmente tivesse cometido suícidio.

Paula acabou sendo criada pelos seus tios. Com o passar do tempo, deixou de ser a menina introvertida que todos conheciam. Aparentemente, havia se tornado uma garota alegre e extrovertida. Sempre a primeira da classe, tanto nos estudos, quanto nos esportes. O fato dela ser simpática e muito bonita também contribuiam para sua alta popularidade.

Essa foi a história de Paula. A mesma garota que estava a frente de dois corpos naquela noite, eliminando todas as evidências de seu crime.

Matou primeiro Julio. Um antigo amigo de infância. Naquela noite, Paula havia saido de casa, pronta para encontra-se com Hector, quando viu o garoto. Ele portava uma faca, e implorava para que ela se separasse de seu atual namorado. Um tiro bastou para silencia-lo.

Foi nesse momento que Hector chegou. Ele demorou alguns segundos para assimilar toda a cena. Não teve tempo de verbalizar seu raciocinio. Tombou com três tiros no peito.

Meia hora depois, Paula sorria enquanto limpava a cena do crime. Achava aquilo tudo muito engraçado. Ninguém nunca percebia que as pessoas à sua volta simplesmente desapareciam.

Sua primeira vítima havia sido seu próprio pai. Envenenou-o. E sentiu-se muito bem ao fazer isso. Ficou assustada. Decidiu que nunca mais mataria ninguém. Mas ela não conseguia conter aquele impulso. Descobriu que sentia prazer em matar.

Ao terminar de esconder os corpos, Paula olhou para si mesma na vitrine de uma loja. Sentia-se bem. Sorrindo, voltou para casa.

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Finalmente, encerro a trilogia de Paula. Espero sinceramente que vocês tenham gostado dessa pequena história. Um dia, quem sabe, eu retorne a personagem em um outro conto?

o/

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Odisséia Espacial

20 Setembro, 2007 · 8 Comentários

Tudo começou quando o mundo surgiu. A mesma explosão que criou o universo fez com que surgisse Soprofius. Um ser pandimensional, cuja capacidade era imensa. Sua inteligência não conhecia limites. Seus poderes eram inimagináveis.

Mas Soprofius tinha um grande problema. Ele estava entediado. Não havia ninguém com quem conversar. Sem alternativas, Soprofius decidiu entrar em uma longa hibernação.

Soprofius acordou várias vezes na história recente do universo. Vagou por alguns planetas, e fez amizades com diversos povos, mas nunca encontrou alguém que pudesse entrete-lo. Logo, ele destruia os planetas por onde passava, já que para ele, eles eram inúteis. Recentemente, Soprofius acordou novamente. Procurou por algumas centenas de anos até encontrar um planetinha onde havia vida. Um planeta pequeno, em curso de destruição por uma espécie inferior, como muitos outros que encontrou por suas andanças. Aterrissou e tentou falar com o primeiro terráqueo que conseguiu encontrar, já prevendo que esse era mais um planeta que seria destruído. Entretanto, ele encontrou um cachorro. E o cachorro latiu para Soprofius.

Soprofius era dono de uma inteligência superior. Logo dominou a lingua do cachorro, e todas suas trinta e sete variações. Tornaram-se amigos. Soprofius aprendeu a apreciar toda a inteligência da raça canina.

Se você esperava por uma grande lição de moral, ou por um desfecho impressionante, me desculpe, mas você terá que procurar outra coisa para ler. Soprofius hoje passa seus dias disfarçado de cachorro, correndo atrás de carros de correio, fuçando o lixo, e paquerando outras cadelinhas. Aparentemente, ele não está entediado.

o/

P.S. Agradeço a Soprofius pela idéia do conto!

Categorias: Non-Sense

A lenda da “carinha feliz”

19 Setembro, 2007 · 15 Comentários

Alguns de vocês já perceberam. Nos blogs do domínio “wordpress.com” há uma carinha feliz perdida em algum canto da página. Mas dúvido que vocês saibam o que esta carinha significava. Fiquei curioso e pesquisei mais a fundo. Não descobri nada. Logo, decidi criar minha própria versão para a história:

“Há muito tempo atrás, numa época em que usar o hotmail como e-mail ainda parecia ser uma boa idéia, um garoto decidiu criar uma página em que diariamente públicava fatos de sua vida, idéias diversas, entre outras bobagens. Essa página acabou se tornando percussora do que hoje chamamos de blogs.

O garoto se esforçava para divulgar seu blog para as outras pessoas. Mas nunca conseguia visitas. E quando alguém visitava sua página, nunca ninguém comentava. Finalmente, depois de três anos postando diariamente, ele desistiu de sua idéia.

Um dia, quando andava pela rua, ele viu na televisão. Uma empresa, chamada wordpress, havia se baseado em seu blog e criado um serviço que facilitava o surgimento de novos blogs. Uma guerra judicial se iniciou, e como consequencia, a empresa wordpress teve que se manter com as portas fechadas por algum tempo. Nisso, outras empresas copiaram a idéia do garoto.

Mas ele não queria processar outras empresas. Só não podia perdoar o wordpress. Aquilo havia se tornado uma questão de honra.

Dez anos se passaram. O garoto já era um idoso. E por fim, ele morreu antes de conseguir seu intuito. Os empresários do wordpress finalmente puderam lançar seus serviços. Para comemorar tomaram uma decisão: Inserir uma cara feliz em seus blogs. Apenas para tirar sarro do garoto.

Sim, aquela não é uma cara feliz. Aquela cara é simbolo de uma história que durou anos, e teve tudo, menos um final feliz. Uma cara ironica.”

Esta é uma história ficticia. Todos os fatos, empresas e pessoas citadas nelas, são ficticias também. Qualquer coincidência com a realidade é mera coincidência.

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Categorias: Non-Sense