Sociophobia

Entradas do Agosto 2007

Conto… Parte 2

30 Agosto, 2007 · 6 Comentários

Creio que poucos se lembram, mas um dia publiquei neste blog um pequeno conto sobre Hector e Paula, e prometi escrever a continuação algum dia.

O conto está disponível no seguinte link: http://mhkshinigami.wordpress.com/2007/05/16/conto/

Abaixo, segue a segunda parte desta história:

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Julio era um garoto timido. Do tipo que não se enturmava e sempre era maltratado pelos colegas. Nunca tinha tido amigos. E nada teria mudado em sua vida futura se ele não tivesse conhecido Paula, na quarta série.

Tornaram-se amigos rapidamente. Tinham vários interesses em comum. Julio acabou se apaixonando por aquela garota. Mas nunca teve a coragem de se declarar. Tinha medo de que isso pudesse mudar a relação que ambos haviam desenvolvido.

Os dois deixaram de se ver na oitava série, quando Julio teve que se mudar, por razão do trabalho de seu pai.

Alguns anos mais tarde, teve a oportunidade de retornar a cidade. Estudou para prestar o vestibular de arquitetura, e entrou na faculdade um ano depois.

Foi nesse momento de sua vida que ele reencontrou Paula. Mas infelizmente, o tempo havia apagado Julio da memória da garota.

Passou a segui-la. Descobriu que ela estava saindo com um garoto chamado Hector. Hector era um velho conhecido de Julio. Haviam brigado muitas vezes durante o colégio, e Julio sabia que Hector não era flor que se cheire. Não podia deixar Paula à merce daquele marginal.

Um dia, soube por conversas alheias que Hector iria para a casa de Paula, conhecer os pais dela. Decidiu intercepta-lo no caminho. Saiu de casa carregando uma faca em seu bolso. Iria usar de todos meios que dispunha para afasta-lo de Paula.

Entretanto, nunca mais foi visto.

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Bem, o que acharam? Espero que tenham gostado. Pretendo escrever a terceira e ultima parte quando der na telha. Esperem ansiosamente até lá.

Por ultimo, gostaria de dar um aviso a meus leitores: Estarei fora por uma semana, e nesse meio tempo não haverão atualizações neste blog. A data prevista de retorno é 10/09/07.

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Insignificância

22 Agosto, 2007 · 5 Comentários

Cruamente falando, o mundo é gigantesco. Mesmo em uma escala não universal, somos todos insignificantes.

Iremos nascer, crescer, nos relacionar com outras pessoas, deixar nossos descendentes (ou não, em alguns casos) e no fim, morreremos. Inevitavelmente.

Mas ainda assim, criamos nossas relações. Deixamos nossas marcas no mundo, na forma de lembranças, que ficam guardadas nos cérebros de nossos conhecidos. Sendo assim, você desaparece completamente do mundo quando essas lembranças se apagam.

Por que nascer, crescer, nos relacionar com outras pessoas e deixar descendentes, se vamos todos desaparecer da face do planeta?

Cabe a cada um encontrar sua resposta. Enquanto não a achamos, levamos nossa insgnificancia conosco e vamos vivendo.

Volto a repetir o que disse no começo deste post: Cruamente falando, o mundo é gigantesco. Mesmo em uma escala não universal, somos todos insignificantes. Fazemos parte de um conjunto de 6,5 bilhões de pessoas. Cada uma vivendo sua vida, gerando lembranças e buscando suas respostas.

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Banana com Ketchup

20 Agosto, 2007 · 7 Comentários

Tive sonhos estranhos recentemente. Fiquei sobre a mira de uma arma, pulei de um trem em movimento, joguei futebol, entre outras coisas estranhas que podem (ou não) vir a acontecer.

Mas não importa. Tenho certeza que estou completamente acordado. Só não consigo entender o porque desta sensação de paranóia… Talvez tenha algo a ver com aquela câmera que não para de me seguir. Não tenho certeza. Provavelmente, estou ficando louco. Sinceramente, não quero ficar louco. Mas acredito que dificilmente alguém vá perceber a diferença.

Melhor mudar de assunto, o anterior ainda me causa arrepios. Tive um fim de semana de dúvidas e inquietações. Quem matou Sherlock Holmes? Qual o sentido da vida? Quanto custa o livro de cálculo? O que irei comer no almoço?

A antítese que se encontra neste texto não pode ser compreendida por todos. Metaforicamente falando, espero que todos sejam hiperbólicos o bastante para entender a aliteração oculta nos fatos do pleonasmo efetivo.

Termino este texto concluindo que somos todos iguais. Pelo menos enquanto estamos na barriga de nossas mães.

Não consegue entender o sentido do texto, do título do texto, e nem o sentido da auto-estrada?

Então meu intuito foi alcançado.

Simplesmente queria satisfazer minha vontade de escrever um post completamente aleatório.

o/

P.S. Idéias para novos textos são aceitas. Além disso, se alguém quiser fazer alguma pergunta aleatória sobre a vida, o universo e tudo o mais para mim, terei o prazer de tentar responder. Respostas não são garantidas. Pelo menos respostas sérias não são garantidas.

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Histórias Antigas

17 Agosto, 2007 · 7 Comentários

Aproveito que a páscoa se aproxima a cada dia que passa e posto aqui um texto (versão editada e revisada) que escrevi há alguns anos para desejar “Feliz Páscoa” para alguns amigos.

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25 de dezembro. Dia comemorado como o natal.

O que isso tem a ver com o titulo do texto? Nada na verdade. Mas pode ser que isso represente uma ameaça ao coelhinho da páscoa. Pois ele não recebeu nada que o incentivasse a continuar seu trabalho.

Como ninguém queria ficar sem ovos de páscoa, onze homens se reuniram para animar o coelhinho da páscoa novamente. O que eles decidiram? Acabou ficando em segredo. “Onze homens e um segredo”. Parece sugestivo. O problema começou quando o primeiro dos homens, Papai Noel, decidiu que não podia manter segredo. Ele contou tudo para seus cento e um duendes no pólo norte. E cada um desses cento e um duendes acabaram contando tudo para cada um de seus cães dálmatas.

“Cento e um dálmatas” já sabiam de tudo. Aterrorizados, esses dálmatas denunciaram tudo o que estava ocorrendo para a “Cartomante”. Ela disse que ia ver o que podia fazer, e não achou seu carro. “Cara, cadê meu carro?” Foi a primeira coisa que passou pela sua cabeça. Indignada pelo sumiço de seu carro, ela decidiu descontar sua raiva no primeiro que encontrasse.

Encontrou os dalmatas que estavam lá para contar o segredo a ela. Mandou-os para o espaço, em uma nave espacial. E logo, eles estavam perdidos. “Perdidos no espaço”. E eles estariam realmente perdidos, não fosse a sorte que tiveram. Encontraram um dálmata espacial entre a Terra e Marte, que os ajudou a voltar para a Terra. No caminho de volta eles eram cento e dois. “Cento e dois dálmatas”.

No fim, o segundo homem (Dos onze homens do começo, alguém se lembra?) decidiu que era tarde demais para se fazer qualquer coisa. Foi dormir. Quando se encontrava no décimo sono, percebeu que alguém estava lhe observando. Com olhos que não pareciam normais. Pareciam “Olhos famintos”. Correu feito um locuo. Esse segundo homem entrou em “Pânico”. Por consequência, os outros dez homens (Incluindo o Papai Noel), decidiram entrar em pânico também. Estava “Todo mundo em pânico”.

Nesta altura, acredito que muitos de vocês acham que esta história não vai muito longe, mas acho que vocês estão enganados, pois está será uma “História sem fim”.

Enquanto isso, o coelho da páscoa, indiferente a todos esses fatos, e ainda deprimido, foi a uma joalheria comprar seu anel, pois ele estava de casamento marcado. Passou na joalheria “Senhor dos anéis” e lá escolheu o mais bonito de todos. Mas teve que escolher outro, pois não tinha dinheiro para pegar o mais bonito de todos os anéis. Saiu deixava a loja, presenciou uma cena bizarra: Uma nave aterrissou no meio da rua, e de lá saíram muitos dálmatas! Para ser mais exato, “Cento e dois dálmatas”! Os “Cento e um dálmatas” dos duendes voltaram para suas casas, enquanto o dálmata espacial pegou a nave e voltou para o espaço, se preparando para a “Guerra nas estrelas” que estava por vir.

Parece que “Ta todo mundo louco”, não é? Mas prepare-se para o pior, que ainda está por vir. “Shrek” foi contratado pelos onze homens (Os do segredo) para animar o coelhinho da páscoa. Depois de uma cerveja e outra, o coelhinho acabou se esquecendo que o dia de seu casamento era “O dia depois de amanhã”. Ele acabou ficando de ressaca por uma semana, após beber por cinco dias seguidos, o que resultou em sua noiva dez horas plantadas na frente do altar.

Enfurecida, ela decidiu se casar com o coelhinho do natal, o melhor amigo do coelhinho da páscoa. Então, alguns dias depois, quando o coelhinho da páscoa ainda tentava se recuperar da bebedeira, ele recebeu o convite. Pensou consigo mesmo: “O casamento do meu melhor amigo”… Acho que tenho que ir. Quando foi à igreja e descobriu quem era a noiva, quase caiu duro. Foi nesse momento que ele encontrou “O pai da noiva”, que estava triste pelo fato de sua filha estar se casando com um outro coelho que não era o da páscoa.

Bem, mas isso não importa. O que importa é que o coelhinho da páscoa, traumatizado, decidiu sumir por alguns meses. Quando voltou, era um novo coelho. Tinha se livrado da bebida, da noiva, e de seu melhor amigo. Tudo que restava era o trabalho. Portanto, ele resolveu se dedicar única e exclusivamente ao seu trabalho de entregar ovos de páscoa. Sim, isso que você está pensando é verdade. O plano dos onze homens deu certo. E é assim que acaba este conto. Num dia aleatório, completamente distante da páscoa. Mas mesmo assim, desejo uma feliz páscoa a todos que estiverem lendo este texto!

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Valor

8 Agosto, 2007 · 5 Comentários

Essa é uma daquelas histórias estranhas, do tipo que você ouviu seu amigo dizer que aconteceu com o tio da filha da prima da vizinha do sogro de um parente distante dele. Sim, concordo que as circunstâncias são suspeitas. Mas geralmente, esse tipo de história acaba se mostrando verdadeira.

Claro, a palavra “geralmente” não nos dá 100% de certeza, portanto, esta história pode ser uma mentira completa. Prefiro que o leitor decida a partir de seu próprio julgamento.

Tudo começou em um dia ensolarado de julho. Um garoto, de não mais que 20 anos, andava por uma rua próxima de sua casa, quando de repente, parou bruscamente. Uma idéia começava a se formar em sua cabeça. Uma idéia que poderia mudar o mundo, impressionar as massas e revolucionar o pensamento humano.

Para terem idéia da dimensão da idéia, prêmios nobéis não seriam dignos dela, apesar de que vários seriam distribuídos imediatamente. Cientistas de todo o mundo se curvariam diante da genialidade do jovem, e ele seria aclamado como o “Novo Einstein”. Um título indigno, claro, já que a idéia superava tudo que Einstein já havia criado.

Teses complexas e extraordinárias poderiam ser escritas em torno dessa idéia simples, e novos teoremas e fórmulas seriam desenvolvidas.

Por alguns meses, não haveria outro assunto na internet. A televisão faria uma cobertura completa sobre o caso. Alguns oportunistas apareceriam, tentando processar o jovem por ter tido a idéia antes deles. Mas mesmo assim, ele viveria uma vida longa e rica, tendo seu nome eternizado em livros que o lembrariam como o “Autor da melhor idéia do milênio”.

Mas o destino gosta de pregar peças. No minuto seguinte ao que ele teve essa idéia, um cometa caiu do céu e matou o jovem, antes que ele pudesse anuncia-la a alguém.

Assim sendo, o mundo não foi mudado, as massa não foram impressionadas e o pensamento humano não foi revolucionado. O que fez com que prêmios nobéis não fossem distribuídos e cientistas não vissem o surgimento de um “Novo Einstein”. Teses, teoremas e fórmulas sobre o assunto deixaram de ser escritas. A internet e a televisão não tiveram um novo assunto para discutir. E os oportunistas tiveram que procurar outra pessoa para processar.

Tudos seguiu na mais completa normalidade.

Em um dia ensolarado de julho.

o/

P.S. Texto escrito por alguém que sabe o valor de uma idéia… Ou a falta dela.

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