Sociophobia

Entradas do Maio 2007

Conto…

16 Maio, 2007 · 10 Comentários

Hector era um adolescente sem rumo na vida. 19 anos, tipico garoto rico e mimado, vivia nas baladas mais obscuras da cidade. Costumava contar quantas garotas ele “pegava” na mesma noite. Nunca ia para a faculdade, costumava ser encontrado perdido, fumando ou bebendo em algum bar nos cantos mais obscuros da cidade. Seus pais já haviam desistido dele, e só continuavam a pagar sua faculdade para que não precisassem aturar o filho em casa.

Hector só tomou jeito quando conheceu Paula. Garota bonita e simpática, do tipo que facilmente ganha a atenção de todos em uma roda de conversa. Se conheceram por intermédio de um amigo em comum, e logo ficaram. Ficaram uma, duas, três vezes. Em pouco tempo começaram o namoro.

Hector estava realmente apaixonado. Entrou novamente nos eixos. Voltou a frequentar a faculdade, fez as pases com seus pais e praticamente parou de beber e fumar. Voltou a ser o bom garoto que seus pais gostariam que ele fosse.

Depois de um mês de namoro, Hector foi à casa de Paula, conhecer os pais da garota que amava. Entretanto, ele não foi mais visto desde então…

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Ok, o que vocês acharam? Alguns de vocês podem dizer que é uma história incompleta, e eu concordo!

A partir de hoje estarei contando! Se pelo menos cinco pessoas se manifestarem com idéias para explicar o desaparecimento de Hector, eu continuo o texto em outro post!

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Teoria do Caos

14 Maio, 2007 · 5 Comentários

John Smith foi o verdadeiro responsável pela guerra do Iraque.

Um dia ele decidiu jogar uma casca de banana no lixo. Se ele tivesse jogado essa casca de banana no chão, faria um pedestre que praticava cooper tropeçar. Se esse pedestre tropeçasse, seria atropelado por uma moto, que tombaria no processo. Se essa moto trombasse, causaria um transito que impediria que uma ambulancia chegasse ao seu destino. Se essa ambulancia não chegasse ao seu destino, o médico que a dirigia não conseguiria chegar ao seu lugar de trabalho. Se esse médico não conseguisse chegar a seu lugar de trabalho, George W. Bush estaria sem voz, e não conseguiria ordenar que seus homens atacassem o Iraque. Mas John Smith não jogou a casca de banana no chão. Logo o pedestre não tropeçou, a moto não o atropelou, a ambulancia chegou a seu destino, o médico chegou a seu lugar de trabalho, e George W. Bush não perdeu a voz.

Sim, John Smith foi o verdadeiro responsável pela guerra do Iraque. Mas você pode culpa-lo?

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P.S. Okay, desculpem-me pelo texto sem noção…

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Mais um dia.

3 Maio, 2007 · 6 Comentários

Chego à estação da sé e paro na plataforma. Olho para meu relógio. São 17:50.

Embarco no metro, levado pelo fluxo e procuro um lugar para sentar. Como não acho, fico de pé, em um estado de semi-inconsciência.

“Estação Liberdade”. – Anuncia o condutor. Sua voz está rouca. Provavelmente também está de saco cheio, assim como eu.

Perco a noção do tempo. Olho para os outros passageiros, mas não encontro ninguém digno de nota.

“Atenção. Não segurem as portas. Isso causa atrasos na circulação de todos os trens.” – Anuncia o condutor com sua voz arrastada. Ouvindo isso, penso que existem pessoas que tem mais direito de reclamar da vida do que eu.

Continuo com minhas reflexões internas enquanto as estações passam. Vila Mariana. Santa Cruz. Praça da Árvore.

“Estação Saúde.” – Anuncia o condutor. Provavelmente, pela décima vez neste dia.

Neste ponto o número de passageiros já diminuiu bastante. Olho para os outros passageiros. Alguns provavelmente estão voltando para casa, assim como eu, ansiosos pelas suas camas. Outros estão saindo, prestes a enfrentar mais um dia de rotina. Quer dizer, pelo horário, seria mais uma noite de rotina. Mero detalhe.

“Estação Terminal Jabaquara. No desembarque, cuidado com o espaço entre o trem e a plataforma.” – Anuncia por fim o condutor.

As portas se abrem e eu desembarco. Olho para meu relógio. 18:32. Continuo andando. De alguma maneira, sobrevivi a mais um dia.

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