Para quem não sabe, no Japão, os mangás são publicados inicialmente em uma coletânea de diversos títulos, um capítulo por semana. Uma das mais vendidas (E casa original de alguns dos maiores sucessos tanto lá quanto aqui no Brasil) é a famosa Shounen Jump.
Em uma discussão recente com meu primo (Ocasional fonte de idéias para textos), estivemos pensando: E se a shounen Jump fosse publicada no Brasil? Como ela seria? Quais obras teriam que ser inseridas para torna-la viável? Tendo essa dúvida em mente, decidi escrever este post: Como seria a Shounen Jump no Brasil, se eu tivesse que publica-la?

Periodicidade: Considerando a realidade do país, lançar a Jump mensalmente poderia parecer uma escolha acertada. Mas se pensarmos bem, não é. Vamos pegar uma série qualquer de 300 capítulos (O que não é lá tão dificil de acontecer na Jump). Se publicado um único capítulo por mês, a série iria demorar 300 meses para acabar. 300 meses divididos por 12 anos, dariam 25 anos. Po! É tempo demais pra ficar acompanhando um mangá. Mas publicar semanalmente seria um peso muito grande no bolso dos otakus. Desta forma, ficaria com uma publicação quinzenal. Está bem, nossa série de 300 capítulos ainda iria demorar 12 anos e meio para terminar. Mas ainda assim é melhor que os 25 anos iniciais.
Formato: Papel e capas com qualidade baixa, para seguir o padrão tradicional japones de “Quem quiser uma versão melhor, vá comprar o tankobon”. O tamanho, não deveria ser muito maior que os mangás mais grandes publicados aqui no Brasil, até para não irem parar em alguma seção obscura das bancas. Acho que o mesmo tamanho no qual a JBC publicou Nana e Death Note está de bom tamanho. A quantidade de páginas? Bem, acho que cerca de 200 estaria de bom tamanho. O suficiente para publicar uns 10 títulos. O preço eu não saberia decidir. Mas teria que ser algo mais barato que o normal.
Mangás incluidos: Esta seria a parte mais dificil. Escolher quais seriam os dez títulos incluidos na minha Shounen Jump. A seguir, detalho minhas escolhas, e o que me levou a toma-las. E antes de mais nada, devo deixar bem claro que ignorei o fato de que alguns títulos já foram publicados por algumas editoras aqui no Brasil. O único critério que segui foi que o título tivesse sido publicado originalmente na Jump do Japão. E de certa forma, a escolha tem um quê de gosto pessoal.
1-) Naruto – Vamos ser bem sinceros. Naruto não é um dos meus títulos favoritos. Mas em questões comerciais, é uma das franquias mais bem sucedidas dos ultimos tempos aqui no ocidente.

2-) Bleach – Mais um título que perdeu abstante seu appeal com o passar dos capítulos, com suas lutas intermináveis, mas ainda assim é uma escolha certa, já que tem uma base de fãs sólida.

3-) One Piece – Bem, este é meu mangá preferido. E sempre está na lista de mais vendidos da Jump. Por que eu deveria deixa-lo de fora?

4-) Eyeshield 21 – Um mangá de esportes divertido (No caso, futebol americano), que não se leva a sério.

5-) Hunter X Hunter – Um mangá que iria merecer mais respeito se fosse publicado regularmente no Japão. Alguém vai dar umas chicotadas no autor?

6-) To-Love-Ru – Comédia romantica non-sense semi-erótica. Pra variar um pouco o material.

7-) Bakuman – Death Note já está meio manjado. Então eu pegaria outra obra dos mesmos autores, apesar da temática do mangá ser bem diferente.

8-) Dr. Slump – Comédia escrachada, que não teve a chance que merecia aqui no ocidente. Ah, vale mencionar também que é obra do criador de Dragon Ball.

9-) Katei Kyoushi Hitman Reborn! – Mangá bem variado, se inicia como uma comédia escrachada e depois se torna um mangá de luta.

10-) Sket Dance – Pra fechar o volume, colocaria esta comédia escolar. Leitura bem leve e divertida.

Okay. Estas são minhas escolhas editoriais. E você leitor? Como você construiria sua Shounen Jump brasileira?
M.K.