Sociophobia

Review – Sket Dance (Mangá)

6 Julho, 2009 · Deixe um comentário

Sket Dance

Sket Dance é um mangá publicado na antologia semanal Shounen Jump, escrito e desenhado pelo mangaká Kenta Shinohara. E é um dos meus mangás preferidos da atualidade. Os personagens são um dos principais motivos para isso. O trio de protagonistas é bastante carismático, conquistando o leitor aos poucos. Mas o sucesso não se limita a apenas eles, todos personagens que aparecem acabam conquistando o leitor, de alguma maneira ou outra.

Além disso, o autor não se prende a generos. Apesar de no geral a história ser uma comédia escrachada escolar, temos arcos dramáticos e todo tipo de variação que pode se imaginar. O traço segue a mesma linha. Não é extremamente espetacular, mas vai se adaptando de acordo com o que o roteiro exige.

Mas o maior mérito de Sket Dance é ser um mangá leve e casual. Comecei a ler com um pé atrás, e devo confessar: Foi uma grata surpresa. Se você busca um título divertido para passar o tempo, vale a pena dar uma procurada.

M.K.

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Review – Transformers 2

4 Julho, 2009 · Deixe um comentário

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Vamos por partes: Temos lutas frenéticas de robôs gigantes, que viram carros. Aliás, muitas lutas. Também temos a Megan Fox, em cenas apelativas. E temos o protegido do Spielberg fazendo palhaçadas.

Esqueça a ausência de roteiro. Sim, há um vilão com um plot tosco, e um roteiro que parece ter mais furos que uma peneira. Mas Transformers 2 ainda pode ser um filme que diverte qualquer um. Basta desligar um pouco o cérebro.

M.K.

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Review – Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes

30 Junho, 2009 · Deixe um comentário

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Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes é um filme de 1998, dirigido e escrito por Guy Ritchie.

Antes de ontem, Guy Ritchie para mim era apenas o ex-marido da Madonna. Mas depois de assistir este filme, tive que rever meus conceitos.

A estrutura do longa é simples: Algumas dezenas de personagens são introduzidos, aparentemente sem ligação nenhuma. Quase dá pra se perder, no meio de tantas situações distintas. Mas o filme se desenvolve, e a história vai se entrelaçando de maneira engraçada e genial. Somada a uma direção de arte bastante original, é um filme que vale mais a pena ser assistido do que simplesmente descrito. Contar mais pode estragar surpresas (Que não são tão surpreendentes assim, mas divertem bastante).

Mas o ponto em que quero chegar é que Guy Ritchie é mais que o ex-marido da Madonna. É um diretor original e ótimo roteirista. Sinto alguma esperança pelo filme de Sherlock Holmes que está para vir.

M.K.

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Review – Túmulo dos Vagalumes (Hotaru no Haka)

26 Junho, 2009 · 1 Comentário

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Hotaru no Haka foi escrito e dirigido por Isao Takahata no ano de 1988, e animado pelo estúdio Ghibli. Basicamente, conta a história de dois irmãos, Seita e Setsuko, durante o período do final da segunda guerra mundial no Japão.

Mas devo alertar qualquer um que pense em assistir: É um filme triste. Se você assistir sem nenhuma preparação psicológica prévia, corre o risco de ficar deprimido. E por incrível que possa parecer, não estou exagerando. Ainda estou juntando coragem para assistir a versão Live Action deste filme.

Mas então, porque assistir Hotaru no Haka? Simples. É porque é uma obra-prima que não envelheceu, digna de ser apreciada até hoje, e capaz de nos fazer lembrar que a guerra não presta. E isso basta.

M.K.

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Shounen Jump BR

20 Junho, 2009 · Deixe um comentário

Para quem não sabe, no Japão, os mangás são publicados inicialmente em uma coletânea de diversos títulos, um capítulo por semana. Uma das mais vendidas (E casa original de alguns dos maiores sucessos tanto lá quanto aqui no Brasil) é a famosa Shounen Jump.

Em uma discussão recente com meu primo (Ocasional fonte de idéias para textos), estivemos pensando: E se a shounen Jump fosse publicada no Brasil? Como ela seria? Quais obras teriam que ser inseridas para torna-la viável? Tendo essa dúvida em mente, decidi escrever este post: Como seria a Shounen Jump no Brasil, se eu tivesse que publica-la?

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Periodicidade: Considerando a realidade do país, lançar a Jump mensalmente poderia parecer uma escolha acertada. Mas se pensarmos bem, não é. Vamos pegar uma série qualquer de 300 capítulos (O que não é lá tão dificil de acontecer na Jump). Se publicado um único capítulo por mês, a série iria demorar 300 meses para acabar. 300 meses divididos por 12 anos, dariam 25 anos. Po! É tempo demais pra ficar acompanhando um mangá. Mas publicar semanalmente seria um peso muito grande no bolso dos otakus. Desta forma, ficaria com uma publicação quinzenal. Está bem, nossa série de 300 capítulos ainda iria demorar 12 anos e meio para terminar. Mas ainda assim é melhor que os 25 anos iniciais.

Formato: Papel e capas com qualidade baixa, para seguir o padrão tradicional japones de “Quem quiser uma versão melhor, vá comprar o tankobon”. O tamanho, não deveria ser muito maior que os mangás mais grandes publicados aqui no Brasil, até para não irem parar em alguma seção obscura das bancas. Acho que o mesmo tamanho no qual a JBC publicou Nana e Death Note está de bom tamanho. A quantidade de páginas? Bem, acho que cerca de 200 estaria de bom tamanho. O suficiente para publicar uns 10 títulos. O preço eu não saberia decidir. Mas teria que ser algo mais barato que o normal.

Mangás incluidos: Esta seria a parte mais dificil. Escolher quais seriam os dez títulos incluidos na minha Shounen Jump. A seguir, detalho minhas escolhas, e o que me levou a toma-las. E antes de mais nada, devo deixar bem claro que ignorei o fato de que alguns títulos já foram publicados por algumas editoras aqui no Brasil. O único critério que segui foi que o título tivesse sido publicado originalmente na Jump do Japão. E de certa forma, a escolha tem um quê de gosto pessoal.

1-) Naruto – Vamos ser bem sinceros. Naruto não é um dos meus títulos favoritos. Mas em questões comerciais, é uma das franquias mais bem sucedidas dos ultimos tempos aqui no ocidente.

naruto

2-) Bleach – Mais um título que perdeu abstante seu appeal com o passar dos capítulos, com suas lutas intermináveis, mas ainda assim é uma escolha certa, já que tem uma base de fãs sólida.

bleach

3-) One Piece – Bem, este é meu mangá preferido. E sempre está na lista de mais vendidos da Jump. Por que eu deveria deixa-lo de fora?

One Piece

4-) Eyeshield 21 – Um mangá de esportes divertido (No caso, futebol americano), que não se leva a sério.

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5-) Hunter X Hunter – Um mangá que iria merecer mais respeito se fosse publicado regularmente no Japão. Alguém vai dar umas chicotadas no autor?

hunterxhunter

6-) To-Love-Ru – Comédia romantica non-sense semi-erótica. Pra variar um pouco o material.

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7-) Bakuman – Death Note já está meio manjado. Então eu pegaria outra obra dos mesmos autores, apesar da temática do mangá ser bem diferente.

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8-) Dr. Slump – Comédia escrachada, que não teve a chance que merecia aqui no ocidente. Ah, vale mencionar também que é obra do criador de Dragon Ball.

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9-) Katei Kyoushi Hitman Reborn! – Mangá bem variado, se inicia como uma comédia escrachada e depois se torna um mangá de luta.

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10-) Sket Dance – Pra fechar o volume, colocaria esta comédia escolar. Leitura bem leve e divertida.

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Okay. Estas são minhas escolhas editoriais. E você leitor? Como você construiria sua Shounen Jump brasileira?

M.K.

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Saldo Parcial: Turma da Monica Jovem

15 Junho, 2009 · 1 Comentário

Heya! Hoje estou aqui pra falar de Turma da Monica Jovem. Sim, novamente, já que este é um dos assuntos que mais rendem visitas neste blog.

E quem diria? Depois que aquela tosqueira inicial ganhou forma e assustou a todos,  o susto passou. Por algum tempo, a revista continuou a ser publicada, e evoluiu, alcançando a marca de dez edições. Mas a pergunta que fica é: Valeu a pena? Depois de comprar e ler todas as dez edições (Que de certo modo me fazem sentir um masoquista), deixo aqui minhas conclusões. Sinta-se à vontade para tirar as suas.

monica_jovem

Edição 1~4: Sem dúvidas, são as edições mais fracas. Deveriam servir para apresentar o mundo e as mudanças que ocorreram com os personagens, mas acabaram servindo para afastar os leitores mais velhos, que esperavam algo mais concreto e verdadeiramente adolescente. Os diálogos acabam sendo a cereja podre do bolo: Parecem ter sido escritos por alguém que só leu a descrição do que é um adolescente. E ainda por cima sem prestar muita atenção. Ou algo assim. Para piorar tudo, criaram uma ambientação fantasiosa estúpida, que só deve ser convincente para as crianças. Ou nem elas, quem sabe?

Edição 5: Não entenderam muito bem a reclamação das pessoas. Em vez de mudar o roteiro, apenas tentaram trazer as mesmas histórias toscas das primeiras quatro edições para o cotidiâno da turma. Funcionou bem para fazer com que essa edição seja tão ruim quanto suas predecessoras.

Edição 6~8: Acredito que sejam o ponto alto da série em questão de roteiro. Apesar da conclusão não ter sido muito satisfatória, parecendo um pouco apressada, os personagens e o roteiro se desenvolvem de maneira satisfatória, ao contrário dos adolescentes falsos e vazios das edições anteriores. A abordagem futuristica foi inusitada, mas acabou se encaixando bem no contexto. Apesar dos clichês, poderia ter sido uma ótima primeira edição.

Edição9-10: Bem, parecem que se cansaram da utilização de arcos de história e voltaram ao cotidiâno dos personagens. Histórias curtas e fechadas, de uma edição. E se por um lado, isso não foi ruim, também não serviu para acrescentar nada. No geral, achei que a edição 9 foi até interessante, com uma boa reviravolta de roteiro no final (Apesar de muitos discordarem de mim nisso). Mas a edição 10 foi bem o que pode ser descrito como “Meh”. Não fede nem cheira.

Sobre a arte: Não vou reclamar. Se inicialmente, o desenho parecia ter saído de uma história da Tina, combinado com um pouco de arte que se encontra naquelas revistas de “Aprenda a desenhar mangá”, nas edições mais recentes percebe-se que a qualidade do traço aumentou consideravelmente. Mas acho que ainda há muita margem para melhora.

Saldo parcial final (Isso existe?): Turma da Monica Jovem é uma obra interessante. Sim, você não leu errado. No geral, vale a pena dar uma lida, como diversão descompromissada. Mas não se pode esperar mais do que isso.  Infelizmente (Ou talvez felizmente, ainda não tenho a certeza), a obra se prejudica muito pelo fato dos roteiros se limitarem a ser apenas uma versão adolescente da turma, mas voltada para crianças. Não há margem para se abordar temas mais maduros, já que uma grande base de leitores é a mesma das revistas comuns da turma, acrescida de pessoas curiosas com as mudanças ou eventuais masoquistas.

E infelizmente, é improvável que isso mude. Duvido que os roteiristas tenha coragem de tentar abordar temas mais complexos e maduros, pois isso poderia acabar afastando os leitores mais novos, que acabaram se tornando a maior parte dos leitores da revista. Isso sem a garantia de atrair os jovens, adolescentes e adultos saudosistas, que deveriam ser o verdadeiro público alvo do gibi. E isso é realmente uma pena.

M.K.

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1 Ano

14 Junho, 2009 · Deixe um comentário

Quem diria? Este blog alcançou a marca de 1 ano no ar. Se isto acontecesse há exatamente um ano, eu estaria comemorando. Mas não farei isso. Tenho a noção de que deixei de dar a este blog a devida atenção que ele merecia. Muitos foram os motivos que me fizeram deixar este projeto de lado. E não foi só a preguiça. Certo, a preguiça foi determinante, mas muitos outros motivos foram relevantes.

Não listarei todos eles aqui. Seria uma perda de tempo. E provavelmente vocês não iriam acreditar. Mas deixo aqui uma promessa. A promessa de que irei me esforçar para que o blog “Sociophobia” não se perca no limbo da Internet. Irei começar uma nova fase do blog. O que isso significa? Vocês irão descobrir a medida que novos textos forem publicados. Espero que todos fiquem ansiosos. Eu estou, já que não faço a mínima idéia do que essa nova fase vai se tratar. Mas vamos todos fingir que vai ser algo phoda.

Para começar a nova fase, revelo o verdadeiro motivo do nome Sociophobia: É uma abreviação para “(Soci)edade (o)bscura de (p)esquisa (h)umana (o)u (b)usca por (i)nteligência (a)vançada”. Interprete isto como você quiser.

O que importa é que estou de volta, pronto para o que vier. Ou não.

M.K.

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Pensamento Rápido

8 Junho, 2009 · 1 Comentário

Vender o elixir da vida eterna parece ser um bom negócio: Se o cara ainda está vivo, não pode reclamar que o tal do elixir não funciona.

Agora, se o cara morrer… Ele estará morto. Não vai vir reclamar com você do mesmo jeito.

O mesmo pensamento vale para aluguel de vagas no paraíso.

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Mistério da Louça

27 Maio, 2009 · 1 Comentário

Era uma republica de estudantes como outra qualquer. E como em toda republica que se preze, havia uma pequena experiência cientifica ocorrendo:  Descobrir quanto tempo a louça poderia permanecer na pia, antes que alguém tomasse coragem e desse um sumiço em toda a bagunça.

Mas naquela republica em específico, as coisas estavam fugindo do controle. Haviam pratos, talheres e copos empilhados em uma pilha enorme. Já não era mais possível se utilizar da torneira, de maneira que os moradores da republica já tinham desistido de resolver a situação. Sempre que precisavam, compravam novos apetrechos para almoçar e jantar. E a cada dia que passava, aumentava a sujeira.

Um dia, as pessoas a perceber que os moradores da republica estavam desaparecendo. Um a um. Sempre que iam para a cozinha, e passavam perto do monte de louça suja. Até que um dia, não havia mais ninguém para contar a história. A polícia investigou o caso, mas depois de um tempo sem encontrar pistas, tudo caiu no esquecimento. A republica foi fechada, e continua assim até hoje.

Mas dizem que mesmo em tempos atuais, aqueles que estejam mais curiosos podem se arriscar, arrombar algumas portas e adentrar os domínios do medo, onde os gritos de desespero dos pobre moradores da republica podem ser ouvidos de dentro da gigantesca pilha de louça suja.

M.K.

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Transformistas Virtuais

26 Maio, 2009 · Deixe um comentário

E em algum lugar do mundo, escondido sob o anônimato do computador, havia aquele garoto estranho. Bem, na verdade nem tão estranho assim. Mas ele tinha um hábito que era consideravelmente estranho. Em jogos massivos de multiplayer online, ele tinha uma preferência por usar personagens femininas. E agir como tal.

Aos poucos amigos que conheciam esse estranho segredo, ele tentava se explicar de maneita não tão convincente. Dizia sempre que isso lhe trazia muitas vantagens, que justificavam se fingir de mulher. Ganhava itens e era sempre paparicado por outros jogadores. Se tinha alguma dúvida, precisava de algo, ou apenas queria companhia para realizar aquela quest impossível, era só fazer algum charminho.

O garoto não achava que aquilo era anormal.

Agora, como explicar para o pobre garoto que aquilo que ele fazia, não passava de uma forma de, simplesmente, se travestir virtualmente?

Que ele era apenas mais um, entre tantos outros com um desejo subconsciente reprimido?

M.K.

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