20 Agosto, 2008

Desligando os 5 Sentidos

Audição, olfato, paladar, tato e visão. São os 5 sentidos dos seres humanos. Nossas armas para perceber o mundo. Algumas pessoas vão mais longe e dizem que a intuição é nosso sexto sentido. E alguns otakus sem noção defendem piamente a existência do sétimo sentido. Mas prefiro não acreditar em nenhum desses sentidos extras. Para mim, sentidos são apenas os 5 citados no começo do texto, e só.

Imagem aleatória pescada no google

Sem os sentidos, estariamos todos perdidos. As pessoas iriam nascer, não iam conseguir se locomover ou saber que estava vivas, e depois iam morrer logo em seguida, o que não é uma situação nada boa. Ou melhor, elas não iriam nascer, já que seus pais não teriam se reproduzido. Ou existido, sei lá. Ou seja, não teriamos ser humano algum na face do planeta. Apesar de algumas pessoas serem totalmente a favor de que um cenário do tipo se configure, acho que isso seria uma situação triste. Mas mesmo assim, algumas vezes, me pego pensando em como seria melhor simplesmente ter a habilidade de desligar um sentido ou outro.

Explico melhor meus motivos, separadamente para cada sentido:

- Audição: A audição é um dos sentidos mais prejudicados em nosso dia a dia. Se você mora em uma grande cidade, provavelmente já deve ter se acostumado, mas não deveria. Por exemplo, buzinas. Invenções do demônio. Servem mais para estressar do que qualquer outra coisa. Só não irritam mais do que pessoas que acreditam que todos possuem o mesmo gosto musical que elas e ficam tocando suas pseudo-músicas em volumes altos acreditando realmente que estão fazendo um bem à humanidade.

- Olfato: Já espressei meu desgosto pela merda, e acho que o cheiro dela já é suficiente para justificar o desligamento deste sentido. Mas se acha que é pouco, a crescente poluição mundial dá força aos meus argumentos.

- Paladar: Aqui o argumento pode ser resumido em uma única palavra: Bandejão. Qualquer ser humano que já tenha comido por lá sabe que a comida do bandejão é uma tortura medieval sofisticada, na qual uma morte lenta e dolorosa é aplicada às vitimas. Sim, esse é o pior motivo, mas não o único. Entre os motivos restantes posso citar berinjela, catalônia, jiló, entre vários outros legumes e verduras. Quem não concorda comigo, ou é vegetariano, ou é louco. Ou os dois.

- Tato: No geral, as pessoas necessitam de contato físico uma com as outras. O problema é que muitas vezes o contato físico não envolve apenas demonstrações de afetos. Envolve também tomar empurrões no ônibus, pisões no pé, encoxadas aleatórias, entre outros males que não vou citar aqui, pois o horário é impróprio e não permite.

- Visão:  Deixei a visão por fim. Mas aqui não há muito o que comentar. É só ler uma asneira como esta daqui, que não preciso explicar mais nada. Você começa a desejar poder não enxergar certas coisas.

M.K.

19 Agosto, 2008

Futebol, Olimpiadas e Whatever

Hoje de manhã, às 10:00 no horário de Brasilia, o Brasil tomou um belo couro da Argentina. 3×0. Não imaginava que isso iria acontecer. Agora, porque estou dizendo isso, se todos vocês, como bons brasileiros, devem amar futebol e já sabem de tudo isso?

É para dizer que na verdade estou pouco ligando para o desempenho do time masculino de futebol nesta olimpiada. E vamos dizer a verdade, não estou ligando muito para o desempenho do time masculino de futebol fora das olimpiadas também. E sendo mais especifico, quero que o futebol se exploda. Não sei direito o porque, mas nunca gostei desse esporte. E falando mais francamente, nunca gostei muito de nenhum tipo de esporte. Sempre fui a criança que conseguia tirar notas baixas em educação física.

Meus amigos mataram aula hoje de manhã para ir assistir o jogo. Eu não. Claro, torço para o Brasil de quatro em quatro anos, nas copas do mundo. Ainda tenho um pouco de espírito nacionalista presente em mim. Também torço para um time de futebol aqui de São Paulo (E não me convém dizer qual time é esse, para evitar discussões idiotas). Isso é tudo.

É, talvez seja por isso que não estou ligando nem um pouco para as olimpiadas.

M.K.

18 Agosto, 2008

Post Escatológico

Peço para que os leitores sensíveis parem de ler, pois este post está uma merda.

Queria usar uma imagem melhor, mas fiquei com medo de procurar “Merda” no google

As crianças sairam da sala? Então já posso dizer. Odeio muitas coisas neste mundo. Mas uma que tem uma porção de ódio especial sempre dedicada a ela é a merda. De todos os tipos. Como por exemplo, merda de cavalo. Que surge quando um puto decide cavalgar pela cidade. Não sei se é pra fazer tipo, ou se o cidadão não conhece um meio de transporte mais eficiente. Mas enquanto o bicho vai andando, o cavalo vai merdando. Simples e nojento.

Outro tipo de merda irritante é a merda de cachorro. Pro inferno com ela. E também todos os infelizes que saem por aí para passear com o cachorro, e deixam o bicho infeliz espalhar seus dejetos por todos os cantos da cidade. E nem pensam em limpar. Simplesmente ignoram. Ser humano é mesmo um vírus. Pelo menos não vemos por aí pessoas cagando na rua. Pelo menos ainda não nos dias de hoje. Quem sabe o que o futuro reserva?

Mas ainda assim, o ser humano é responsável por muitas das merdas que compõem este mundo. Por isso, banheiros públicos são o pior ecossistema de todo o planeta Terra. Nele, além de condições adversas que não precisam ser citadas aqui, por serem de conhecimento geral, temos o maior terror de todos os tempos: A privada de tampa abaixada. Nunca se sabe o que vamos encontrar quando levantamos uma delas. Os mais fracos de coração geralmente dão a descarga antes de levantar a tampa. Uma alternativa sábia. Mas quando eles fazem isso e a privada está entupida, sai de baixo…

Mas guardei o pior para o final. Algumas vezes a merda ganha vida própria. Isso geralmente ocorre quando as pessoas não controlam direito o que comeram no dia anterior e ingerem algo podre. Resultando no inferno dentro da Terra. A pessoa se torna refém de um conjunto de órgãos do corpo, sendo obrigado a ir ao banheiro em horários aleatórios, apenas ficar gerando uma quantidade indefinida de merda.

Só dá para terminar este texto com duas palavras: Puta Merda!!!

M.K.

15 Agosto, 2008

Organizando-se Para o Fim do Mundo

Talvez vocês não saibam, mas o mundo estava para acabar há alguns dias. Bem, não exatamente com 100% de certeza, mas as chances eram grandes. Está certo, as chances eram quase nulas, mas pelo menos eu tive a oportunidade de ler alguns textos muito bons sobre o assunto.

Não vou perder muito tempo explicando a situação. Mas posso resumir a ópera para aqueles que ainda estão por fora da brincadeira. Basicamente, um grupo de cientistas construiu um grande acelerador de partículas. Não sei exatamente o que eles querem provar com isso. O que é relevante para o caso é que várias pessoas acreditam que essa experiência pode reproduzir o Big Bang (?), e causar o fim de nosso mundo. Inicialmente, iam ligar a tal máquina do apocalipse no dia 7 de agosto. Mas no fim, adiaram o experimento para 10 de setembro. Pois é, ainda não é hora de se sentir seguro. O mundo ainda pode acabar, e você nem se tocar do que está acontecendo.

E assim… Tudo acabou. Fim?

Para dizer a verdade, não estou muito preocupado com o possível fim do mundo. Se tiver que acontecer, então que aconteça logo. Mais cedo ou mais tarde o mundo acabará. Uma pena que acabará enquanto eu ainda estou aqui para presenciar, mas acontece. Além disso, as chances são quase nulas. Ou pelo menos, eu espero que aqueles cientistas estejam falando a verdade, e as chances realmente sejam quase nulas.

O que me preocupa é que não consegui pensar em nada que eu realmente gostaria de fazer antes que o mundo acabasse. Por isso decidi gastar um pouco de tempo e pensar em algumas coisas que eu gostaria de fazer se tivesse certeza absoluta de que o mundo vai acabar mês que vem. Não que eu tenha qualquer intenção de fazer alguma dessas coisas.

Uma vez eu ouvi dizer (Na verdade, acho que li em um gibi, mas não tenho certeza) que para uma pessoa ter uma vida completa é necessário que ela escreva um livro, plante uma árvore e tenha um filho. Acho que não tenho tempo de terminar meu livro. Não de maneira decente, com o tempo que tenho. Plantar uma árvore, talvez. Ter um filho, nem pensar. Eu já teria que ter começado a planejar isso há muito tempo. Minha vida seria então, na melhor da hipóteses, um terço completa.

Talvez eu devesse encontrar algumas pessoas e me despedir. Afinal, 2 décadas de vidas foram o suficiente para que uma quantidade absurda de pessoas passassem por minha vida. Algumas memoráveis. Outras nem tanto. E algumas que desejo esquecer para sempre.

Ou talvez eu tentasse assaltar um banco, ou algo do gênero, apenas pela emoção de planejar um crime sem consequências. Se bem que seria inútil, já que o dinheiro não iria servir para nada em pouco tempo. E afinal, se o crime não tem consequências, ele teria emoção?

No fim, eu provavelmente iria manter minha rotina intocada. Sentado em frente ao PC, talvez digitando uma despedida final no meu blog e amaldiçoando a estupidez da raça humana. Pensando no que eu poderia estar fazendo, mas ainda assim acreditando que no fim o mundo não ia acabar coisa nenhuma.

E você? O que faria se o mundo realmente fosse acabar no dia 10 de setembro?

M.K.

14 Agosto, 2008

Turma da Mônica Jovem - Existem Esperanças?

Há alguns meses, divulgaram algumas notícias dizendo que uma nova franquia baseada nos personagens da turma da Mônica seria lançada. Até ai tudo bem. O problema é que essa nova franquia trataria dos personagens em seu período de adolescência. E isso seria feito em versão mangá.

Pouco tempo depois, a primeira imagem foi divulgada:

Óbviamente, o primeiro pensamento de muitos foi: WTF!?! (Sim, o primeiro pensamento de alguns foi que a Mônica e a Magali ficaram gostosas, mas enfim…) Não dá pra culpar ninguém por ter pensamentos do tipo. Nos anúncios iniciais foi dito que a nova fase iria tratar de assuntos como sexo e drogas (e o rock ‘n roll?). Caramba, eu lia turma da Mônica com cinco anos! Praticamente aprendi a ler com os gibis dessa turma. E os leio até hoje. Agora chegam para mim e dizem que eles cresceram? Como eu estava dizendo para algumas pessoas, isso tem potencial. Potencial incrível para estragar a infância de qualquer pessoa.

Passado o choque inicial, lançaram uma edição 0, que foi distribuída durante o evento anime friends, e que pode ser lida on-line no site oficial da revista (Mas é necessário fazer um cadastro antes para ler).

Fiz o cadastro e li a essa edição demo. Sinceramente, ainda não dá pra dizer se o produto final será bom ou não. Esta edição foi apenas um prólogo, contando para todos o que aconteceu com a turma nesse meio tempo que se passou. Ou podemos considera-la um epilogo da turma da Mônica que já conhecemos, sei lá. No final, ler essa edição serviu para derrubar meus preconceitos. Não arrisco dizer que vai ficar bom. Não, não iria tão longe. Mas arrisco dizer que não será ruim. Afinal, eu leio turma da Mônica até hoje, e quando faço isso, meio que desligo o cérebro um pouco, afinal é uma revista que leio desde muito pequeno. Talvez se ninguém nunca tivesse lido os gibis da turma antes, esse preconceito não existisse. Talvez criar novos personagens para esse gibi fosse uma boa idéia. Mas evoluir novos personagens em um gibi desconhecido é quase um tiro no pé dentro do mercado brasileiro, onde a produção nacional quase nunca tem vez. Então me parece que foi uma boa escolha.

Hoje começa a bienal do livro. E pelo que eu vi no jornal, a edição número 1 será lançada nesse evento. Pretendo dar uma chance ao Mauricio de Souza e comprar. Se ficar bom, talvez comente por aqui sobre minhas impressões. Se ficar ruim, talvez comente do mesmo jeito. Quem sabe?

M.K.